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Divulgação
O projeto Carretinha da Saúde, coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde do Piauí, já realizou 66.324 atendimentos entre 2023 e a primeira quinzena de maio de 2026. A iniciativa percorreu 138 municípios piauienses com o objetivo de ampliar o acesso à assistência especializada em saúde infantil, principalmente em regiões mais afastadas e com dificuldade de deslocamento.
Os atendimentos oferecidos incluem serviços de odontologia, oftalmologia e fonoaudiologia, além da análise das cadernetas de vacinação das crianças. Como resultado das ações, 2.258 óculos foram entregues aos pacientes atendidos durante o período.
Na área da imunização, o projeto avaliou 25.331 cadernetas de vacinação, das quais 9.409 precisaram ser atualizadas, contribuindo diretamente para o aumento da cobertura vacinal no estado.
A coordenadora de Monitoramento, Avaliação e Articulação do projeto, Paula Martins, explicou que os atendimentos seguem uma estratégia organizada por territórios de saúde.
“Os municípios são atendidos por território de saúde. A carreta vai aos que têm maior demanda, enquanto os demais são referenciados para cidades próximas, garantindo que todas as crianças sejam assistidas”, afirmou.
Segundo o gerente da unidade ambulatorial móvel da Sesapi, Antônio Pires, a dinâmica de atendimento permite alcançar dezenas de crianças diariamente.
“São atendidos por dia na carreta 60 crianças, 30 de manhã e 30 à tarde, nas três especialidades. Além disso, são avaliadas as cadernetas de vacinação e, quando necessário, são encaminhadas para atualização, o que impulsionou o aumento da cobertura vacinal na primeira infância”, destacou.
Atualmente, duas unidades móveis percorrem o Piauí: uma atende municípios da região norte e outra da região sul do estado. O cronograma é elaborado com base em levantamentos realizados junto às prefeituras desde 2023, priorizando localidades mais distantes e com menor acesso a serviços especializados de saúde.
Antes da chegada das unidades móveis, equipes da Sesapi realizam reuniões com as gestões municipais cerca de 90 dias antes das ações, alinhando logística, mobilização das famílias e encaminhamento das crianças que serão atendidas.
O projeto tem sido apontado como uma importante ferramenta de descentralização da saúde pública e fortalecimento do atendimento infantil em diversas regiões do estado.