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Dólar abre em alta e petróleo ultrapassa US$ 100 após tensão no Oriente Médio

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O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (9) em alta de 0,35%, cotado a R$ 5,262. Nos primeiros minutos de negociação, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,28, refletindo a cautela do mercado financeiro diante do aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas internacionais, também registrava alta de cerca de 0,29% no início do dia.

A movimentação no câmbio acompanha a forte valorização do petróleo no mercado internacional, que ultrapassou a marca de US$ 100 por barril no domingo, algo que não acontecia desde 2022. O avanço da commodity ocorre em meio ao aumento das preocupações com a oferta global de energia.

A valorização do dólar ocorre porque a moeda costuma ser vista pelos investidores como um ativo de segurança em momentos de instabilidade internacional. Além disso, os Estados Unidos são exportadores líquidos de petróleo, o que também tende a fortalecer a moeda americana em períodos de alta da commodity.

Outro fator que influenciou o mercado foi a redução das apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. O aumento no preço da energia pode pressionar a inflação no país, o que diminui a possibilidade de uma redução rápida nas taxas de juros.

A instabilidade ganhou ainda mais força após o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o transporte de petróleo no mundo, ser fechado pelo Irã. A passagem marítima é responsável por uma parcela significativa do fluxo global de energia.

No cenário político iraniano, a tensão também aumentou com a nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do país, filho do aiatolá Ali Khamenei. A decisão ocorre após recentes ataques contra infraestruturas iranianas e reforça as expectativas de continuidade das tensões na região.

Segundo relatos da imprensa internacional, Mojtaba é associado a setores mais rígidos do regime iraniano, o que amplia as preocupações do mercado sobre possíveis desdobramentos do conflito e seus impactos na economia global.