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Janja manifesta apoio a Michelle Bolsonaro e Damares após ataques de bolsonaristas

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A primeira-dama Janja Lula da Silva afirmou que toda mulher vítima de agressões ou ataques merece solidariedade, independentemente de posicionamento político. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Frente a Frente, do UOL em parceria com a Folha de S.Paulo, na segunda-feira (13), ao comentar os ataques direcionados à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) e à senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

Segundo Janja, a violência contra mulheres não faz distinção de ideologia e deve ser combatida em qualquer circunstância.

"Primeiro, total solidariedade a elas. Qualquer mulher agredida não pode soltar a mão, não importa qual é o campo ideológico delas", afirmou.

Michelle Bolsonaro e Damares Alves passaram a ser alvo de críticas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro após Michelle divulgar um vídeo em que acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de tê-la humilhado e tratado de forma desrespeitosa. Damares também foi atacada nas redes sociais por manifestar apoio à ex-primeira-dama durante o episódio.

Durante a entrevista, Janja ressaltou que episódios de violência política e ataques contra mulheres reforçam a necessidade de aprovação do Projeto de Lei da Misoginia, que busca ampliar mecanismos de combate à violência motivada por discriminação de gênero.

"A violência contra a mulher não tem lado. É uma onda que vem de todos os lados e atinge todas nós igualmente", declarou.

A primeira-dama também comentou os ataques que afirma sofrer com frequência e criticou o chamado "Janjômetro", site criado para monitorar os gastos públicos relacionados às suas viagens.

Segundo ela, as críticas fazem parte de uma estratégia para atingir indiretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"É mais fácil me atingir para atingir o presidente da República. Faz parte da estratégia política da extrema-direita", disse.

Janja ainda afirmou que não vê necessidade de existir um cargo oficial para a função de primeira-dama no Palácio do Planalto.

"Não existe um cargo para o lugar que estou", concluiu.