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Dívida de poucos reais terminou em morte: acusado será julgado pelo Tribunal do Júri em Teresina
Divulgação
Uma discussão por uma dívida de menos de R$ 40 acabou em tragédia e agora terá desfecho no Tribunal Popular do Júri. Wesley Fonseca será julgado pela morte de Ana Karine Pereira Assunção, atingida com um golpe de faca no pescoço durante uma briga ocorrida em Teresina.
A decisão de levar o caso a julgamento foi tomada pelo juiz da 3ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina, que acatou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e reconheceu a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade do crime.
O homicídio aconteceu por volta das 2h50 do dia 2 de agosto de 2025, em uma lanchonete situada na Avenida Miguel Rosa, no Centro da capital. De acordo com as investigações, a discussão teria sido motivada por um débito de consumo no valor aproximado de R$ 38. Durante o desentendimento, Wesley desferiu um golpe fatal contra Ana Karine, que morreu ainda no local devido a uma lesão profunda na região do pescoço.
Durante a fase de instrução do processo, a defesa tentou evitar que o caso fosse levado a júri popular, solicitando a impronúncia do acusado, a desclassificação para homicídio culposo e o reconhecimento de legítima defesa putativa. A argumentação era de que o réu teria agido sob ameaça. No entanto, o magistrado rejeitou os pedidos, destacando depoimentos importantes, como os da irmã da vítima e do filho de Ana Karine, que presenciou o crime.
O próprio acusado confessou ter dado o golpe, mas afirmou que não teve a intenção de matar. Apesar disso, a Justiça entendeu que o caso deve ser analisado pelo júri. Por outro lado, foi afastada a qualificadora de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, já que, segundo o juiz, houve discussão e agressões mútuas antes do ataque, o que descaracteriza o fator surpresa.
A prisão preventiva de Wesley Fonseca foi mantida, e o pedido para que o crime fosse enquadrado como feminicídio também foi negado. O magistrado considerou que não há elementos que indiquem que o homicídio tenha ocorrido por razões de gênero ou em contexto de violência doméstica, mantendo a acusação como homicídio qualificado por motivo fútil.
A data do julgamento ainda será definida pela Justiça.