Polícia

Motorista suspeito de matar vigilante na BR-343 é preso e indiciado por homicídio doloso

Divulgação

A rotina tranquila das primeiras horas da manhã na BR-343 foi interrompida de forma brutal no último dia 7 de março, quando um acidente tirou a vida do vigilante Luciano de Sousa Carvalho, de 45 anos. Quase três semanas depois, o caso teve um desdobramento importante: o motorista suspeito de causar a colisão foi preso preventivamente nesta quinta-feira (26), em Teresina.

O condutor, identificado como João Henrique Campelo, foi alvo de mandado cumprido pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito (DRCT). Segundo o delegado Carlos César, ele foi indiciado por homicídio doloso qualificado, ou seja, quando há a intenção ou a assunção do risco de provocar a morte.

“A delegacia deu cumprimento ao mandado de prisão preventiva. Ele foi indiciado por homicídio doloso qualificado por ter assumido o risco de produzir o resultado no acidente que vitimou o vigilante”, explicou o delegado.

O acidente ocorreu nas proximidades da Ladeira do Uruguai, na zona Leste da capital. Imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para a investigação e mostram o momento em que o carro conduzido por João Henrique colide violentamente na traseira da motocicleta pilotada pela vítima.

Luciano seguia para o trabalho por volta das 6h30 da manhã, quando foi surpreendido pelo impacto. Ele atuava como vigilante na recepção da Polícia Federal no Piauí e morreu ainda no local.

“As imagens mostram o veículo atingindo a motocicleta do vigilante, que se dirigia para assumir seu turno. Foi um acidente extremamente grave”, detalhou Carlos César.

As apurações também apontaram que o suspeito havia ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. Conforme a polícia, ele passou a madrugada consumindo álcool, esteve em um bar na zona Leste e deixou o local já pela manhã, pouco antes do acidente.

“A DRCT reuniu provas de que não se tratava de um acidente culposo comum, mas sim de um crime doloso. Ele passou a noite bebendo e confirma isso em depoimento”, acrescentou o delegado.

O inquérito policial está em fase final de conclusão. João Henrique Campelo deverá ser encaminhado ao sistema penitenciário após passar por audiência de custódia. A Polícia Civil ainda tem um prazo de dez dias para anexar os últimos elementos ao processo.