Polícia

Perícia analisa materiais apreendidos na casa de ex-diretor investigado por abuso de crianças em creche de Timon

Divulgação

As investigações sobre o caso do ex-diretor-adjunto Alberto Luiz, de 49 anos, suspeito de estuprar alunos de uma creche localizada na Vila João Reis, em Timon (MA), seguem em andamento e estão concentradas na análise de materiais apreendidos durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Delegacia Especial da Mulher de Timon, responsável pelo caso, já foram registrados 11 boletins de ocorrência relacionados às denúncias. Entre os materiais recolhidos na residência do investigado estão um telefone celular, um computador e um HD externo, que passam por perícia para auxiliar na apuração dos fatos.

Além disso, as imagens das câmeras de segurança da creche também estão sendo analisadas. O objetivo é identificar a possível quantidade de vítimas e estabelecer as datas em que os supostos crimes teriam ocorrido.

A delegada Lorena Alves destacou que a investigação ainda está em fase inicial e que os elementos reunidos até o momento são considerados indícios, não provas conclusivas.

“É importante destacar que ainda estamos falando de indícios, não de provas conclusivas. Ainda não sabemos exatamente a quantidade de vítimas. Precisamos finalizar todas as perícias para dar continuidade às investigações e concluir o caso”, afirmou.

Durante as buscas realizadas na residência do ex-diretor, os investigadores encontraram um ambiente que chamou a atenção pelas condições precárias. Segundo a delegada, o imóvel apresentava sinais de abandono, com ausência de móveis e de itens básicos para moradia.

“Havia muita sujeira e faltavam itens básicos. Por exemplo, não havia botijão de gás. Achei estranho, mas fui informada de que familiares teriam retirado alguns objetos após a prisão dele para evitar que permanecessem no local”, relatou.

Outro detalhe observado durante a operação foi a presença de um brinquedo de pelúcia no imóvel.

“Um homem adulto com um ursinho de pelúcia, com toda a situação encontrada, foi um detalhe que chamou a atenção”, comentou a delegada.

A Polícia Civil informou que o inquérito segue sem prazo definido para conclusão. Foi solicitada a dilação do prazo das investigações para que todos os elementos coletados sejam analisados com cautela e para que as perícias sejam concluídas.

“Precisamos analisar com cuidado a quantidade de vítimas e todos os elementos coletados. Portanto, não há uma data definida para a conclusão do inquérito. Dependemos do trabalho integrado de outros órgãos e das perícias em andamento”, concluiu Lorena Alves.

O caso continua sendo acompanhado pelas autoridades, que aguardam os resultados das perícias para dar prosseguimento às investigações.