-
Corpo é encontrado às margens do Rio Poti na zona Sudeste de Teresina
-
Mulher é condenada a mais de 66 anos de prisão por envenenar ovo de Páscoa que matou irmãos no Maranhão
-
Suspeito de participação em homicídio de adolescente e tentativa de assassinato é preso no Maranhão
-
SSP-PI desarticula novo plano do PCC para assassinar delegado Charles Pessoa
-
SPIA auxilia na identificação de suspeito de furto na zona Sul de Teresina
Polícia Civil prende suspeitos em nova fase da Operação Extrema Confiança contra esquema milionário de pirâmide financeira
Divulgação
A Polícia Civil do Piauí, por meio da Delegacia-Geral, deflagrou nesta segunda-feira (22) a segunda fase da Operação Extrema Confiança, que investiga o maior esquema Ponzi — modalidade conhecida como pirâmide financeira — já registrado no estado. A ação teve como objetivo desarticular o grupo criminoso suspeito de aplicar golpes milionários em centenas de investidores do Piauí e Maranhão.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva contra dois investigados identificados pelas iniciais E.A.A., de 40 anos, e I.S.S., de 28 anos, nas cidades de Timon e São Luís, no Maranhão. Em Teresina, os policiais cumpriram uma medida cautelar diversa da prisão contra um terceiro suspeito, identificado pelas iniciais J.L.S.R., de 28 anos.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, o avanço das investigações permitiu identificar indícios da participação dos investigados nos crimes de estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
“O inquérito segue na sua fase de conclusão. Com a elaboração do relatório final, o delegado Luciano Alcântara formalizará o indiciamento dos envolvidos e a capitulação dos crimes praticados. O montante total desviado pelo esquema segue em análise e os detalhes contábeis serão divulgados assim que a auditoria for finalizada”, informou o delegado-geral.
Além das prisões, a operação tem como foco a repressão financeira qualificada, buscando enfraquecer a estrutura econômica da organização criminosa por meio do rastreamento, bloqueio e sequestro de bens e ativos financeiros.
A ação contou com o apoio do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPPI) e da Polícia Civil do Maranhão.
Esquema movimentou mais de R$ 440 milhões
A primeira fase da Operação Extrema Confiança foi realizada em setembro de 2025. Conforme as investigações, o empresário do setor musical Francisco das Chagas Chaves da Silva, conhecido por promover o evento “Pagode do Chico”, teria enganado centenas de investidores por meio da empresa Xtreme Trader.
A Polícia Civil estima que mais de 300 pessoas tenham sido vítimas do esquema fraudulento, principalmente nos estados do Piauí e Maranhão. O grupo prometia lucros mensais de até 10% por meio de supostas operações na Bolsa de Valores do Brasil (B3), atraindo investidores com a promessa de rendimentos muito acima dos praticados pelo mercado financeiro.
Para dar aparência de legalidade ao negócio, os investigados registraram uma empresa de fachada denominada “Xtreme Trade” junto à Junta Comercial do Piauí.
As apurações apontam que, ao longo de aproximadamente dois anos e meio, a empresa e seu sócio-administrador movimentaram mais de R$ 440 milhões em créditos e débitos somados. O empresário é suspeito de ter arrecadado mais de R$ 80 milhões e causado prejuízos a pelo menos 400 pessoas.
Nome da operação faz referência à confiança das vítimas
De acordo com a Polícia Civil, o nome "Extrema Confiança" faz alusão ao elevado grau de confiança depositado pelas vítimas nos responsáveis pelo esquema, que, em muitos casos, entregaram economias acumuladas ao longo de toda a vida.
Polícia faz alerta sobre investimentos
A Polícia Civil também aproveitou para alertar a população sobre os riscos de investimentos que prometem lucros fáceis e rendimentos muito acima da média do mercado.
Antes de realizar qualquer aplicação financeira, os investidores devem verificar se a empresa ou profissional possui registro, certificação e autorização dos órgãos reguladores competentes, evitando assim cair em golpes financeiros semelhantes.