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Suspeito ligado ao PCC é preso em Teresina por sequestro, roubo e tortura de motoristas por aplicativo
Divulgação
Um jovem identificado como Francisco Riquelson, conhecido popularmente como “Novinho”, foi preso na manhã desta quarta-feira (1º) durante uma operação policial realizada na zona Sul de Teresina. Ele é investigado por envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e por participação em uma série de crimes violentos contra motoristas de aplicativo.
De acordo com informações do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), o suspeito, de 20 anos, possuía três mandados de prisão em aberto, sendo dois por roubo e um por integrar organização criminosa. Durante a ação, a companheira dele, uma jovem de 23 anos conhecida como “Dora Aventureira”, também foi presa.
Modus operandi
As investigações apontam que o grupo atuava de forma violenta e organizada. As vítimas eram abordadas e rendidas, sendo colocadas no porta-malas dos próprios veículos com o apoio de comparsas. Em seguida, sob ameaça e agressões, eram obrigadas a realizar transferências bancárias.
Além dos roubos, os criminosos submetiam as vítimas a sessões de tortura, aumentando a gravidade dos crimes e o nível de violência empregado nas ações.
Uso das redes sociais
O trabalho de inteligência da polícia também revelou que Francisco Riquelson utilizava redes sociais para exibir armas de fogo, fazer ameaças e divulgar conteúdos ligados a facções criminosas, reforçando sua atuação no mundo do crime.
Segundo o delegado Charles Pessoa, as forças de segurança têm intensificado o combate a esse tipo de prática. “Estamos atuando de forma firme e contínua para coibir o uso das redes sociais como instrumento de propagação do crime. Essas ações são fundamentais para desarticular organizações criminosas, proteger a população e impedir o avanço dessas práticas ilegais, sobretudo entre os jovens”, destacou.
Nova legislação
Ainda conforme o delegado, o suspeito deverá responder com base na nova legislação de combate às facções criminosas no Brasil, que prevê punições mais rigorosas para integrantes dessas organizações.
A operação reforça o trabalho das forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado no estado, especialmente em casos que envolvem violência extrema e ameaças diretas à população.