-
Morre Gerson Brenner, galã dos anos 90 marcado por história de superação
-
Dono do OnlyFans, Leonid Radvinsky morre aos 43 anos após luta contra o câncer
-
Semana Santa: confira oito destinos para aproveitar o feriado no Piauí
-
Policial militar confirma fim do namoro com Jojo Todynho após alta hospitalar
-
“Amo Deus, mas não consigo viver sem sexo”, diz padre ao deixar sacerdócio
Divulgação
Danilo Siqueira Pacheco, produtor executivo que trabalhou no show "Embaixador In Teresina", do músico Gusttavo Lima, foi denunciado pelo Ministério Público do Piauí (MP-PI) após show realizado em 14 de julho de 2023, em Teresina. O produtor teria impedido a entrada de intérpretes de Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) no palco do evento. O MP-PI denuncia o produtor por discriminação por deficiência.
O impedimento comprometeu a tradução das músicas para o público surdo que estava no evento. Segundo investigações, três intérpretes teriam sido contratadas para o serviço e todos foram impedidos de subir ao palco por Danilo.
Os três intérpretes contratados chegaram a atuar em outros shows na mesma noite, mas foram impedidos de retornar ao palco quando Gusttavo Lima começou a se apresentar. O público surdo presente no show se manifestou contra a ausência dos intérpretes, mas os protestos foram frustrados pois nada foi feito para reverter a situação.
Na época do show, a intérprete Arielle Paiva usou suas redes sociais para denunciar o crime. "Infelizmente a comunidade surda sofreu com a exclusão e falta de acessibilidade. A equipe de intérprete de Libras não conseguiu interpretar no show do @gusttavolima pois sua equipe não aceitou. Mesmo avisando a produção deles que tinha surdos presentes e que eles precisavam de acessibilidade, ainda sim negaram a acessibilidade no seu show. Total repúdio com esse ato desumano e falta de empatia com as pessoas surdas", publicou.
A Lei Municipal nº5.920/2023 obriga a inclusão de intérpretes de Libras em eventos públicos realizados em Teresina, buscando promover a inclusão social da comunidade surda da capital. Segundo o MP-PI, a conduta do produtor se configura como discriminação por deficiência e tem como pena reclusão de um a três anos e multa.