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Divulgação
O astronauta Reid Wiseman, comandante da missão Artemis II, divulgou imagens do exato momento em que a escotilha da cápsula Orion foi aberta após o pouso no Oceano Pacífico. O vídeo, compartilhado em rede social, mostra o clima de alívio e comemoração entre tripulantes e equipes de resgate.
Nas imagens, é possível ouvir aplausos assim que a escotilha se abre, sinalizando que todos os quatro astronautas estavam bem após a missão. Eles foram recebidos sob celebração e agradecimento, encerrando uma jornada histórica para a exploração espacial.
A missão bateu recordes ao alcançar a maior distância já percorrida por seres humanos em relação à Terra, superando a marca da Apollo 13. Durante o trajeto, a tripulação também sobrevoou o lado oculto da Lua e registrou imagens inéditas do satélite natural.
A cápsula Orion pousou na água na noite da última sexta-feira (10), próximo à costa de San Diego, encerrando a primeira missão tripulada ao redor da Lua em mais de 50 anos. Antes do chamado “splashdown”, a nave reduziu drasticamente a velocidade, passando de mais de 40 mil km/h para cerca de 32 km/h.
Grande parte da desaceleração ocorreu durante a reentrada na atmosfera, quando o atrito gerou temperaturas superiores a 2.700 °C no escudo térmico — o maior já desenvolvido para uma missão tripulada. Durante esse processo, houve um “blackout” de comunicação com a Terra por cerca de seis minutos, causado pelo plasma ao redor da cápsula, algo já previsto pela equipe da NASA.
Após a fase mais crítica, a nave iniciou a abertura dos paraquedas em etapas, reduzindo ainda mais a velocidade até o pouso seguro no oceano. Cerca de uma hora depois, os astronautas deixaram a cápsula e foram levados de helicóptero ao navio militar USS John P. Murtha, onde passam por avaliações médicas e estão em boas condições.
A missão percorreu mais de um milhão de quilômetros e marca o retorno de voos tripulados ao entorno da Lua desde o programa Apollo, nos anos 1970. A próxima etapa, a Artemis III, deve levar astronautas de volta à superfície lunar nos próximos anos. O objetivo é estabelecer uma presença contínua no satélite e abrir caminho para futuras missões mais longas, incluindo viagens a Marte.