-
Irmã de Laurielle desabafa após acusado de matar casal conseguir habeas corpus no Piauí
-
Secretaria de Segurança abre inscrições para a 2ª edição da Cãorrida em Teresina
-
Datafolha aponta combate à fome como área mais bem avaliada do governo Lula
-
SPiA: Nova Ceasa recebe totem inteligente para reforçar monitoramento e agilizar resposta policial
-
Ypê: veja como pedir reembolso por PIX de produtos suspensos contaminação
Divulgação
Motoristas e cobradores do transporte público de Teresina iniciaram, nesta segunda-feira (18), uma paralisação das atividades em meio ao impasse nas negociações salariais entre a categoria e as empresas do setor. O movimento foi aprovado em assembleia pelos trabalhadores do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Piauí.
Segundo o secretário de comunicação do sindicato, Cláudio Cardoso, a paralisação ocorre em dois períodos do dia: das 6h às 8h e das 16h às 18h, nas praças do Centro de Teresina. Durante os horários definidos, os ônibus ficam parados por cerca de duas horas.
“Os primeiros carros que saíram dos bairros para o Centro vão parar nas praças aqui no Centro durante duas horas. À tarde também vai ter essa manifestação e, enquanto não vier uma resposta, infelizmente esses trabalhadores vão ficar com essa mobilização. Se não forem atendidas as reivindicações, é greve geral no dia 25”, afirmou.
A categoria reivindica reajuste salarial de 12% para motoristas e cobradores, aumento no valor do ticket alimentação e melhorias no plano de saúde. De acordo com o presidente do Sintetro, Antônio Cardoso, os trabalhadores acumulam perdas desde 2019, período em que houve redução salarial e retirada de benefícios.
Segundo o sindicato, atualmente os motoristas recebem R$ 2.403,83, enquanto os cobradores ganham salário mínimo. O ticket alimentação, conforme a entidade, caiu para R$ 650, e a proposta da categoria é elevar o valor para R$ 950. Já em relação ao plano de saúde, os trabalhadores pedem aumento da contribuição patronal de R$ 125 para R$ 170.
Antônio Cardoso destacou que a categoria manteve as atividades mesmo diante das dificuldades enfrentadas nos últimos anos.
“ Nós tivemos uma perda no ano de 2019, 2020, 2021 e parte de 2022. Ficamos sem plano de saúde, sem ticket alimentação e tivemos o salário reduzido. Mesmo assim, a categoria continuou trabalhando”, afirmou o presidente do Sintetro.
O sindicalista também criticou a condução das negociações e cobrou uma solução para o sistema de transporte público da capital.
“A população não tem culpa disso, nem os trabalhadores. Estamos pedindo desculpas à população, mas poderemos fazer paralisação a qualquer momento caso não haja avanço nas negociações”, declarou.
O Sintetro informou ainda que continuará acompanhando as negociações e não descarta a possibilidade de greve geral caso não haja acordo entre as partes. A orientação do sindicato é para que os trabalhadores acompanhem apenas os comunicados oficiais divulgados pela entidade.