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Foto: Foto: Reprodução/Vatican News
O Papa Leão XIV pediu neste domingo (8) o fim da guerra no Irã e defendeu a abertura do diálogo, diante do conflito que se espalhou pelo Oriente Médio e criou um clima de "ódio e medo".
Durante a oração do Angelus na Praça de São Pedro, o pontífice mostrou sua "profunda consternação" pela guerra que completou uma semana na última sexta-feira (6). O conflito começou no sábado passado (28) após ataques israelenses e americanos matarem o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. A guerra também se alastrou para o Líbano, com troca de ataques entre o grupo Hezbollah, aliado do Irã, e Israel.
“Do Irã e de todo o Oriente Médio continuam chegando notícias que causam profunda consternação. Aos episódios de violência e devastação, e ao clima generalizado de ódio e medo, soma-se o temor de que o conflito se alastre e outros países da região, entre eles o querido Líbano, possam mergulhar novamente na instabilidade”, disse o pontífice.
O líder religioso também fez um pedido pelo fim da violência. “Elevamos nossa humilde oração ao Senhor para que o clamor das bombas cesse, que as armas se calem e que se abra espaço para o diálogo, onde a voz dos povos possa ser ouvida”, afirmou.
Ainda em seu discurso, ao lembrar o Dia Internacional da Mulher, comemorado neste domingo (8), ele destacou a necessidade de garantir igualdade e respeito às mulheres.
“Renovamos o compromisso, que para nós cristãos se baseia no Evangelho, pelo reconhecimento da igual dignidade do homem e da mulher”, acrescentou.
No último domingo (1), o líder já havia se pronunciado sobre a escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. Na ocasião, o pontífice afirmou que acompanha a situação com “profunda preocupação”, pedindo que os países retomassem o diálogo para encerrar as hostilidades.