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Divulgação
O preço do óleo diesel voltou a cair no Brasil e registrou o quarto recuo em um intervalo de cinco semanas, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Apesar da redução recente, o combustível ainda acumula alta de quase 19% em relação ao período anterior ao início da guerra no Irã.
De acordo com o painel de preços da ANP, o litro do diesel S10 foi vendido, em média, a R$ 7,24 na semana entre os dias 3 e 9 de maio. Nas últimas cinco semanas, o combustível acumulou queda de 4,5%.
O diesel é acompanhado de perto pelo mercado e pelas autoridades por ter impacto direto no valor do frete e, consequentemente, nos preços dos alimentos e demais produtos transportados por caminhões.
Evolução do preço do diesel S10
Confira a média nacional registrada pela ANP nas últimas semanas:
- 28/03: R$ 7,57
- 04/04: R$ 7,58
- 11/04: R$ 7,58
- 18/04: R$ 7,51
- 25/04: R$ 7,38
- 02/05: R$ 7,28
- 09/05: R$ 7,24
Mesmo com a retração, o diesel ainda permanece 18,9% mais caro do que na semana encerrada em 28 de fevereiro, data marcada pelo início do conflito envolvendo o Irã. Naquele período, o litro custava R$ 6,09, em média.
Diesel S500 também caiu
O diesel S500 apresentou comportamento semelhante ao S10. O combustível saiu de R$ 7,45 para R$ 7,05 por litro nas últimas cinco semanas, representando redução de 5,37%.
A principal diferença entre os dois tipos de diesel está na quantidade de enxofre emitida. O S500 possui emissão muito superior ao S10, que é o mais utilizado no país e representa cerca de 70% do consumo nacional.
Guerra elevou preços no mercado internacional
O conflito no Irã provocou instabilidade no mercado internacional de petróleo, afetando países produtores e a logística global de distribuição de combustíveis. Um dos principais impactos foi o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circulava cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural.
Com a redução da oferta global, o barril do petróleo Brent saltou de cerca de US$ 70 para patamares acima de US$ 100, chegando próximo de US$ 120 em alguns momentos. Nesta segunda-feira (11), o barril era negociado na faixa de US$ 104.
Mesmo sendo produtor de petróleo, o Brasil sentiu os efeitos da alta internacional. No caso do diesel, o país ainda depende da importação de aproximadamente 30% do combustível consumido internamente.
Governo adotou medidas para conter alta
A recente queda no preço coincide com medidas adotadas pelo governo federal para tentar frear os reajustes. Desde 1º de abril, produtores e importadores passaram a receber subsídios sobre o diesel comercializado.
O combustível produzido no Brasil pode receber até R$ 1,12 por litro de subvenção, enquanto o diesel importado pode ter benefício de até R$ 1,52 por litro, desde que o desconto seja repassado ao consumidor.
Além disso, o governo zerou as alíquotas do PIS e da Cofins sobre o diesel, reduzindo os tributos federais cobrados sobre o produto.
Especialistas apontam ainda que a atuação da Petrobras ajudou a evitar aumentos ainda maiores nos postos, devido à forte presença da estatal no mercado nacional de combustíveis.
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