-
Bolsonaro deixa hospital após duas semanas internado e passa a cumprir prisão domiciliar em Brasília
-
Governador destaca parceria entre poder público e setor privado na geração de emprego em inauguração de loja do Mateus
-
INSS prorroga prazo para contestar descontos indevidos até junho de 2026
-
Tragédia na Piçarreira: trabalhador é atropelado por trator e morre
-
Morre aos 38 anos o advogado Thyago Batista Pinheiro; OAB destaca legado
Divulgação
Segue o texto revisado e aprimorado:
A Prefeitura de Teresina desembolsou mais de R$ 646 mil nos últimos dois meses para o pagamento de direitos trabalhistas de servidores comissionados exonerados. O montante inclui valores referentes a férias não gozadas, férias proporcionais, abono constitucional e diferenças do 13º salário.
De acordo com dados obtidos pelo Cidadeverde.com, em novembro, os direitos pagos a 33 comissionados exonerados somaram cerca de R$ 59 mil. Já em outubro, o gasto foi significativamente maior, ultrapassando R$ 587 mil para 198 servidores que deixaram seus cargos.
O valor total pode ser ainda mais expressivo, considerando que o número de exonerações publicadas no Diário Oficial do Município (DOM) chegou a 381 até o final de outubro, período em que a administração municipal iniciou cortes na folha de pessoal.
As exonerações estão vinculadas ao ajuste fiscal anunciado pela gestão do prefeito Dr. Pessoa (PRD) no início de outubro. O decreto prevê uma redução de até 30% no número de servidores comissionados, com o objetivo de aliviar o “elevado” índice de participação da folha de pagamento no orçamento da administração direta.
A estimativa da gestão é que as medidas resultem em uma economia de aproximadamente R$ 20 milhões aos cofres públicos municipais até o final do ano. Contudo, a execução dos cortes já gerou impactos financeiros imediatos, tanto pelo alto custo das rescisões quanto pelas consequências administrativas da diminuição de pessoal em cargos estratégicos.
Embora o ajuste fiscal seja apresentado como essencial para o equilíbrio das contas públicas, a sua implementação levanta questionamentos sobre a eficiência do planejamento e a capacidade de a gestão municipal manter serviços essenciais funcionando com uma equipe reduzida.