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Chico Lucas anuncia rigor na fiscalização e ameaça retirar do mercado postos com preços abusivos
Divulgação
O governo federal anunciou um endurecimento na fiscalização do setor de combustíveis em todo o país. A medida foi confirmada pelo secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, que afirmou que agentes econômicos envolvidos em aumentos considerados abusivos poderão ser retirados do mercado.
A iniciativa surge após sucessivas denúncias de reajustes sem justificativa em diversas regiões do Brasil e faz parte de uma estratégia nacional para conter distorções nos preços e proteger o consumidor.
Força-tarefa nacional
Segundo o secretário, a determinação partiu diretamente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e envolve uma atuação integrada de órgãos federais. A força-tarefa contará com a participação da Secretaria Nacional de Segurança Pública, da Secretaria Nacional do Consumidor e da Polícia Federal.
De acordo com Chico Lucas, o monitoramento será ampliado e passará a abranger toda a cadeia de combustíveis — desde a produção até a comercialização ao consumidor final.
“A partir de agora, esse trabalho vai ter uma projeção nacional. Essa força-tarefa vai monitorar preços, distribuição e controle de estoques. Se necessário, a polícia vai atuar, inclusive com propostas de mudanças legislativas. O objetivo é excluir do mercado quem comete crimes e garantir ao cidadão combustível de qualidade a um preço justo”, afirmou.
Irregularidades na cadeia
A intensificação da fiscalização ocorre após a identificação de práticas consideradas irregulares em diferentes etapas da cadeia de combustíveis. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) aponta indícios de aumentos injustificados em vários níveis, envolvendo produtores, distribuidores e revendedores.
O superintendente de Fiscalização do órgão, Julio Nishida, destacou que as apurações já estão em andamento.
“Estão sendo verificadas irregularidades em diversos elos da cadeia, com elevação de preços sem justificativa. As multas podem variar de R$ 50 mil a R$ 500 milhões, dependendo da gravidade da infração”, explicou.
Defesa do consumidor
Além da atuação policial e regulatória, a ofensiva também se baseia no Código de Defesa do Consumidor. A Secretaria Nacional do Consumidor reforça que a liberdade de preços não permite práticas abusivas.
O secretário Ricardo Morishita ressaltou que aumentos que não estejam relacionados a custos podem ser considerados ilegais.
“A liberdade de preços não é um direito de lesar. Toda elevação que represente aumento de margem, e não de custo, será sancionada, pois viola o Código de Defesa do Consumidor”, afirmou.
A ação conjunta do governo sinaliza uma ofensiva mais dura contra irregularidades no setor e busca garantir maior transparência, equilíbrio nos preços e proteção ao consumidor em todo o país.