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Crime em baile de reggae: DHPP aponta rivalidade entre facções como motivação para homicídio
Divulgação
A investigação sobre um ataque a tiros ocorrido durante um baile de reggae na Vila Mandacaru, em Teresina, avançou e resultou no indiciamento do principal suspeito. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu que o crime que matou Pedro Gustavo Pereira, em agosto de 2025, foi motivado pela disputa entre facções criminosas que atuam na capital.
O indiciado é Francisco das Chagas Lopes Gomes, conhecido como “Bracinho”, apontado como o autor dos disparos que atingiram quatro pessoas na noite de 17 de agosto. Pedro Gustavo Pereira, apelidado de “Coiote”, não resistiu aos ferimentos e morreu. Os outros três homens foram socorridos e encaminhados ao hospital; apenas um deles não tinha ligação com a criminalidade. Atualmente, dois sobreviventes estão presos.
De acordo com o delegado Bruno Ursulino, responsável pelo caso, o ataque ocorreu após integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) participarem de um baile de reggae. Ao deixarem o local, na região da Avenida dos Ipês, foram surpreendidos pelo suspeito, que passou de motocicleta e efetuou diversos disparos de arma de fogo.
As investigações apontam que o crime foi o desfecho de uma rivalidade antiga entre membros do Bonde dos 40 e do PCC. Dias antes do homicídio, já havia registros de tiros disparados em frente à residência de Pedro Gustavo, além de confrontos armados entre os grupos rivais.
“Infelizmente, esse é um desfecho comum de quem se envolve com o crime organizado”, afirmou o delegado, ao destacar o histórico de violência entre os envolvidos.
Após serem baleados, homens planejaram retaliação
Ainda segundo o DHPP, os homens com antecedentes criminais que sobreviveram ao ataque permaneceram em silêncio durante o período de internação hospitalar, supostamente articulando represálias. Nenhum deles revelou os nomes dos autores do atentado durante os depoimentos iniciais.
Dias depois, a polícia conseguiu comprovar o envolvimento dos feridos em novos crimes violentos. Um dos alvos do ataque na Vila Mandacaru foi preso em flagrante no dia 26 de agosto, menos de uma semana após o crime, portando arma de fogo e logo após cometer o homicídio de Caio Eduardo, na zona Sudeste de Teresina.
Entre os envolvidos estão Heverton Dilan, Heverton Vinícius, Paulo Boladão, Zé Evandro — que segue foragido — e João Vitor, atualmente preso. Durante a escalada da violência, familiares também acabaram atingidos. A mãe de João Vitor foi baleada em um atentado, evidenciando que a disputa extrapolou os limites do crime organizado e passou a atingir pessoas próximas aos envolvidos.
“Não são apenas os integrantes diretos das facções que sofrem as consequências. Pessoas do convívio familiar e social acabam se tornando vítimas desse ciclo de violência”, concluiu o delegado.