Polícia

PM reforça proteção a Paulla Rafaella após denúncia de violência doméstica

Divulgação

A Polícia Militar do Piauí, por meio da Patrulha Maria da Penha, vai acompanhar de forma contínua o caso da influenciadora digital Paulla Rafaella, que denunciou ter sido vítima de agressões físicas e psicológicas por parte do companheiro, Enzo Gabriel, em Teresina. O acompanhamento inclui rondas ostensivas e visitas rotineiras à residência da vítima, com o objetivo de garantir o cumprimento das medidas protetivas concedidas pela Justiça.

Em entrevista à Rede Meio Norte, a coronel Elizete informou que o primeiro atendimento à influenciadora foi realizado pela própria Polícia Militar, que a encaminhou à Casa da Mulher Brasileira. No local, Paulla recebeu acolhimento psicológico e social, além de atendimento por uma delegada especializada.

Segundo a coronel, após a concessão das medidas protetivas, a Patrulha Maria da Penha passa a atuar de forma direta na proteção da vítima. “Fazemos o patrulhamento no entorno da residência, visitas periódicas e o acompanhamento necessário para garantir que a ordem judicial seja respeitada”, explicou.

A autoridade também destacou que, no dia em que as agressões ocorreram, equipes da Polícia Militar realizaram buscas pelo suspeito. “Sempre que a Polícia Militar é acionada pelo 190, atendemos imediatamente a ocorrência. Caso o infrator se evada, realizamos rondas e buscas, porque enquanto duram essas diligências, persiste a situação de flagrante delito. Foi o que ocorreu nesse caso, com o empenho de várias guarnições durante todo o dia. Agora, aguardamos o mandado de prisão para que a Polícia Civil adote as providências cabíveis”, afirmou.

A coronel Elizete reforçou a importância da denúncia e da solicitação de medidas protetivas, ressaltando o papel da Patrulha Maria da Penha na proteção de mulheres em situação de violência doméstica. Segundo ela, Paulla Rafaella “rompeu o ciclo da violência” ao procurar ajuda.

“A medida protetiva só existe se a vítima quiser, mas hoje ela pode ser solicitada inclusive por meio de advogado, até pelo WhatsApp, e concedida pelo Judiciário. De posse dessa medida, nós da Patrulha Maria da Penha podemos realizar os procedimentos de acompanhamento, acolhimento e proteção. Um dado importante é que todas as mulheres acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha em 2025 estão vivas, o que demonstra a efetividade desse instrumento”, destacou.

Dados apresentados pela corporação apontam que mais de 90% das mulheres vítimas de feminicídio no Piauí nunca haviam acionado os canais de ajuda, como o 190, 180, B.O Fácil ou o programa “Ei, mermã, não se cale”. “Ela denunciou, pediu ajuda e agora cabe ao Estado protegê-la”, completou a coronel.

O caso

Paulla Rafaella relatou que as agressões ocorreram na noite de sábado (31). Ao retornar para casa com os filhos, ela entrou em contato com o pai das crianças, seu ex-companheiro, para tratar de materiais escolares, o que teria provocado a reação violenta do suspeito. A agressão foi presenciada pelo filho de 11 anos, que teria visto a cena pela fresta da porta do quarto.

Conforme apurado pelo MeioNews, a Justiça do Piauí concedeu medidas protetivas à influenciadora. Em relato emocionado, Paulla afirmou que foi atacada de forma repentina e que teve dificuldade para se defender. Ela também relatou medo constante e preocupação com o impacto psicológico sofrido pelo filho que presenciou a violência.

Canais de denúncia e apoio

  • 190 – Emergência da Polícia Militar

  • 180 – Central de Atendimento à Mulher

  • Ei, mermã, não se cale – 0800 000 1673

  • B.O Fácil – Registro de boletim de ocorrência pelo WhatsApp