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Divulgação
Relatos de medo, constrangimento e insegurança passaram a circular entre estudantes da Universidade Federal do Delta do Parnaíba, em Parnaíba, após denúncias de importunação sexual dentro do campus. Os casos vieram à tona nesta terça-feira (24) e já mobilizam a administração da instituição.
Segundo denúncias, um estudante estaria abordando colegas e exibindo as partes íntimas dentro de banheiros masculinos da universidade. Inicialmente, ao menos três alunos do curso de Medicina relataram a situação ao Diretório Central de Estudantes (DCE), mas apuração indica que o número de possíveis vítimas pode chegar a oito.
De acordo com o DCE, os episódios não são recentes e já vinham sendo relatados anteriormente. No entanto, com o retorno das aulas no último dia 17 de março, as ocorrências teriam voltado a se repetir, principalmente envolvendo alunos recém-ingressos, o que aumentou a preocupação dentro da comunidade acadêmica.
A repercussão levou o Centro Acadêmico de Medicina e diversas turmas do curso a divulgarem notas de repúdio nas redes sociais, reforçando a gravidade das denúncias e cobrando providências urgentes.
O vice-reitor da UFDPar, Vicente Borges, afirmou que o caso já foi encaminhado para as instâncias responsáveis dentro da universidade e garantiu rigor na apuração. “A ouvidoria e outras instâncias operativas vão buscar os fatos, escutar os envolvidos e dar os encaminhamentos legais devidos”, destacou.
Em nota oficial, a universidade manifestou “veemente repúdio e absoluta intolerância” a qualquer conduta que atente contra a dignidade humana, especialmente casos de importunação e assédio sexual. A instituição informou que acionou setores como a Ouvidoria, a Comissão Permanente de Convivência Discente, a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação e a coordenação do curso de Medicina para apurar os fatos.
Entre as medidas adotadas estão o acolhimento das possíveis vítimas, a investigação rigorosa das denúncias e a adoção de providências administrativas. A UFDPar também destacou que situações dessa natureza podem ter implicações não apenas institucionais, mas também na esfera penal.
O Centro Acadêmico de Medicina 19 de Setembro também se manifestou publicamente, reforçando que o ambiente universitário deve ser um espaço seguro e de respeito. A entidade destacou que práticas de assédio são incompatíveis com a formação acadêmica, especialmente na área da saúde, e cobrou responsabilização.
A universidade reiterou o compromisso com a manutenção de um ambiente seguro e afirmou que não haverá tolerância diante de qualquer forma de violência, assédio ou discriminação dentro do campus.