Polícia

Dois homens são presos com arma, dinheiro e celulares durante ação da PM em Timon

Divulgação

Dois homens foram presos no início da tarde desta terça-feira (23) durante uma ação da Polícia Militar no bairro Marimar, em Timon, no Maranhão. Os suspeitos foram identificados como Ailton, de 43 anos, e Victor, de 27 anos, que possui antecedentes por tráfico de drogas e é investigado por um homicídio ocorrido em 2025.

De acordo com o comandante de Área do Interior de Timon, coronel Sousa, a PM recebeu informações sobre um veículo branco em atitude suspeita circulando pelo bairro. Ao chegarem ao local, os policiais perceberam uma tentativa de fuga por parte dos ocupantes do automóvel.

“O motorista permaneceu no carro, enquanto dois suspeitos desembarcaram e correram. Um deles abandonou um revólver calibre 38 durante a fuga. Após perseguição, o Victor foi capturado pelos policiais. O terceiro suspeito conseguiu escapar”, relatou o comandante.

Durante a operação, os policiais apreenderam um revólver calibre 38 com oito munições, aproximadamente R$ 5 mil em espécie e três aparelhos celulares.

Segundo a Polícia Militar, a forma como o dinheiro estava distribuído, em sua maioria em cédulas de pequeno valor, levantou suspeitas de possível envolvimento com o tráfico de drogas.

“O dinheiro apreendido, em sua maioria trocado, e a arma encontrada levantam a suspeita de possível envolvimento com o tráfico. Porém, a apuração dos fatos será feita pela Polícia Civil”, afirmou o coronel Sousa.

Ainda conforme a PM, o veículo abordado não possuía registro de roubo ou furto. O automóvel está registrado em nome de Ailton, que informou aos policiais ser natural de Minas Gerais e alegou ter sido contratado para transportar os demais ocupantes.

A Polícia Civil ficará responsável por investigar a origem do dinheiro, a posse da arma apreendida e a possível participação dos suspeitos em atividades criminosas. As buscas pelo terceiro ocupante do veículo seguem em andamento.

Defesa contesta versão da polícia

O advogado criminalista Bruno Silva, responsável pela defesa de Victor, contestou a versão apresentada pela Polícia Militar e afirmou que não há provas que liguem seu cliente a qualquer crime.

Segundo a defesa, o dinheiro apreendido não pertence a Victor e a posse de valores em espécie, por si só, não configura infração penal. O advogado também alegou que o suspeito fugiu ao perceber a presença policial por medo e que ele sequer estava dentro do veículo abordado.

“Até o momento, não há nenhuma prova concreta de que ele cometeu qualquer tipo de crime. Essa arma foi encontrada dentro do veículo, mas meu cliente não tem posse nem porte de arma de fogo. Até agora, essa arma não tem dono identificado”, declarou Bruno Silva.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.