Polícia

DRACO pede devolução de carros vendidos ilegalmente e alerta compradores sobre risco de investigação

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A Polícia Civil do Piauí fez um alerta direto nesta sexta-feira (15): pessoas que adquiriram veículos vendidos de forma irregular pela empresa RL Empreendimentos e Serviços devem devolver os automóveis imediatamente às autoridades. O aviso foi dado pelo coordenador do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), delegado Laércio Evangelista.

Segundo o delegado, ao menos 83 veículos foram comercializados de maneira ilegal e quem se recusar a entregar os carros poderá responder criminalmente por possível envolvimento com associação criminosa.

O caso ganhou repercussão após a prisão do empresário Renato Ferreira, proprietário da empresa de locação, detido na manhã desta sexta-feira dentro da sede do DRACO, em Teresina. Ele é investigado por participação em um esquema de apropriação indébita, estelionato e associação criminosa relacionado à venda irregular de veículos.

Durante entrevista, o delegado afirmou que algumas pessoas já foram procuradas pela polícia e se recusaram a devolver os automóveis.

“Temos casos envolvendo advogados, empresários e até prefeitos de cidades do interior que podem acabar configurando participação na investigação por associação criminosa. Por outro lado, há pessoas que agiram de boa-fé e devolveram os veículos, e essas terão direito ao ressarcimento”, declarou Laércio Evangelista.

De acordo com as investigações, a maioria dos veículos vendidos era zero quilômetro, o que gerou um prejuízo estimado em cerca de R$ 8 milhões.

Até o momento, 20 vítimas formalizaram denúncias contra o empresário e 35 veículos já foram localizados pela polícia. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na sede da empresa, localizada nas proximidades do aeroporto, além do apartamento do investigado.

Ainda conforme o delegado, os agentes apreenderam documentos contendo a relação dos veículos negociados e os nomes das pessoas para quem os automóveis teriam sido vendidos.

A Justiça também autorizou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens ligados ao empresário, medida que, segundo a polícia, deverá auxiliar no ressarcimento das vítimas que compraram os veículos sem conhecimento da fraude.

O delegado revelou ainda que Renato Ferreira confessou os crimes durante os primeiros depoimentos.

“Ele alegou dificuldades financeiras. Agora vamos trabalhar para garantir o ressarcimento das vítimas”, concluiu.