-
PM investigado por suspeita de agressão contra jornalista é solto após audiência de custódia no Piauí
-
Cláudio Melo Piazzarollo assume superintendência da PRF no Piauí
-
Dívida de poucos reais terminou em morte: acusado será julgado pelo Tribunal do Júri em Teresina
-
Filho mata mãe a facadas e é linchado por moradores
-
Ex-vereador é suspeito de envenenar cerca de 10 cães e está foragido da Justiça no Piauí
Divulgação
Três dias após denunciar o então namorado, o policial militar Gabriel Veras Tomaz Silva, por agressão e abuso sexual, uma jornalista decidiu tornar públicos novos detalhes do relacionamento, que, segundo ela, era marcado por episódios recorrentes de violência e controle. O caso ocorreu em Teresina.
De acordo com o relato da vítima, o relacionamento durou pouco mais de quatro anos e apresentava sinais de comportamento abusivo, como crises de ciúmes e resistência do policial em aceitar sua atuação profissional. Ela afirmou que, apesar das agressões, tinha receio de formalizar a denúncia e que, em tentativas anteriores de separação, o suspeito conseguia reatar a relação.
Agressões no domingo
A jornalista relatou que, no domingo (26), as agressões começaram ainda pela manhã, dentro da residência do casal, e se estenderam ao longo do dia.
“Eu levantei para fazer o café e, quando voltei, ele já pegou no meu pescoço, apertou e me jogou para fora da cama”, contou. Abalada, ela disse que foi ao banheiro tentar entender a situação, mas acabou sendo chamada pelo companheiro para uma conversa, que rapidamente evoluiu para novas agressões.
No quarto, segundo a vítima, ela foi ameaçada com uma arma de fogo e agredida novamente. Em determinado momento, conseguiu reagir para se defender.
“Ele pulou em cima de mim, pisou nas minhas costas e apertou meu pescoço. Foi quando pensei que era a chance de me soltar”, relatou.
A jornalista também afirmou que, após a sequência de violência, sofreu abuso sexual em tom de humilhação.
Pedido de ajuda
Ainda conforme o relato, após as agressões, ela foi trancada no quarto, mas teve o celular devolvido. Com o aparelho, conseguiu acionar a polícia pelo 190 e pedir ajuda a familiares e amigos.
“Ele jogou o celular e a chave e disse: ‘liga para quem quiser, que não vai dar em nada’”, disse.
A vítima foi socorrida e encaminhada para atendimento. Ela realizou exame de corpo de delito e registrou boletim de ocorrência.
Investigação e posicionamentos
Em nota, a Polícia Militar do Piauí informou que o policial foi autuado e conduzido ao presídio militar, onde permanece à disposição da Justiça. A corporação também destacou que será instaurado procedimento administrativo para apurar a conduta do agente.
O caso é acompanhado pela Casa da Mulher Brasileira, responsável por oferecer suporte às vítimas de violência doméstica.
A delegada Lucivânia Vidal informou que, neste momento, não irá se manifestar sobre o caso.
A defesa da jornalista afirmou que trabalha para garantir medidas protetivas e o cumprimento dos direitos da vítima. Segundo o advogado Smailly Carvalho, ela está com o psicológico abalado e ainda enfrenta ataques nas redes sociais.
A investigação segue em andamento.