Polícia

Justiça converte prisão de Douglas Fonseca em preventiva e empresário segue preso por suspeita de pirâmide financeira

Divulgação

A Justiça do Piauí converteu, nesta sexta-feira (17), a prisão temporária de Douglas Fonseca Araújo, CEO da DF Group, em prisão preventiva. A decisão foi tomada poucas horas depois de o empresário ter obtido um habeas corpus que determinava sua soltura. Com a nova determinação judicial, ele permanece preso.

Além de Douglas, também tiveram as prisões convertidas em preventivas Ícaro Teixeira de Sousa, Lucas Soares Coutinho, Eduardo Lima de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo e Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu.

A Justiça também decretou a prisão preventiva de Tharsio Moura Soares de Gusmão, que continua foragido. Já Janda Maira de Sousa Silva e Vitória Gabriely Conceição Fonseca Araújo foram beneficiadas com medidas cautelares diversas da prisão, conforme prevê o Código de Processo Penal.

Segundo a decisão, as investigações prosseguem para esclarecer todas as circunstâncias do caso, identificar possíveis envolvidos e vítimas, além de garantir a responsabilização dos investigados.

Esquema teria movimentado R$ 100 milhões

Douglas Fonseca e outras dez pessoas são investigados por um suposto esquema de pirâmide financeira em Teresina. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), o grupo atraía investidores com a promessa de rendimentos de até 10% ao mês. No entanto, os pagamentos deixaram de ser feitos, levando centenas de clientes a procurar as autoridades.

Até o momento, mais de 500 vítimas formalizaram denúncias à Polícia Civil e à Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (SUDECON).

As investigações apontam que a DF Group movimentou aproximadamente R$ 100 milhões em apenas dois anos de atuação.

Mais cedo, antes da nova decisão judicial, a advogada Taline Prado havia confirmado que Douglas seria colocado em liberdade após a concessão de um habeas corpus.

Operação e investigações

A operação da SSP-PI foi deflagrada no último dia 10 de julho e resultou na prisão de Douglas Fonseca e de outros nove investigados. No sábado seguinte, mais um suspeito se apresentou espontaneamente às autoridades.

Os investigados são:

  • Douglas Fonseca Araújo (CEO da DF Group);
  • Ícaro Teixeira de Sousa;
  • Milena Alves Torres;
  • Viviane Alves da Silva;
  • Eduardo Lima de Sousa;
  • Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu;
  • Janda Maira de Sousa Silva;
  • Caio Guilherme Campelo;
  • Caio Fonseca Araújo;
  • Vitória Gabriely Conceição Fonseca Araújo;
  • Lucas Soares Coutinho;
  • Tharsio Moura Soares de Gusmão (foragido).

Após as prisões, a Justiça determinou a interdição das atividades da DF Group. Na última terça-feira (14), a prisão temporária dos investigados havia sido prorrogada por mais cinco dias.

Entre os denunciantes estão fiéis e membros de igrejas de Teresina. Uma das vítimas afirmou que um dos investigados, identificado como pastor, utilizava a relação de confiança com os frequentadores da igreja para convencê-los a investir no suposto esquema financeiro.