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Empresário investigado por suposto esquema de pirâmide financeira é solto após decisão da Justiça no Piauí
Divulgação
O empresário Douglas Fonseca, CEO da DF Group e um dos investigados por suspeita de participação em um suposto esquema de pirâmide financeira em Teresina, foi colocado em liberdade nesta sexta-feira (17). A soltura ocorreu após decisão da Justiça que concedeu habeas corpus ao investigado.
A informação foi confirmada pela advogada Taline Prado, responsável pela defesa do empresário. Segundo ela, a decisão judicial beneficiou exclusivamente Douglas Fonseca. Até o momento, não foram divulgados os fundamentos que levaram à concessão do habeas corpus.
Douglas havia sido preso durante uma operação que investiga um esquema de captação de investidores com promessas de altos rendimentos financeiros. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), ele e outras dez pessoas são investigados por suspeita de envolvimento em fraudes que teriam causado prejuízos a centenas de clientes.
Conforme as investigações da Polícia Civil, o grupo atraía investidores com a promessa de rentabilidade de até 10% ao mês, percentual considerado incompatível com operações regulares do mercado financeiro. A suposta oportunidade de investimento era divulgada principalmente por meio das redes sociais.
Ainda segundo a apuração, os clientes acreditavam que os recursos seriam aplicados no mercado de capitais por uma empresa especializada. No entanto, a Polícia Civil afirma que a DF Group não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no segmento, nem autorização para operar no Sistema Financeiro Nacional.
A SSP-PI também sustenta que o grupo utilizava uma estrutura organizada para captar recursos, fazendo uso de fraudes eletrônicas e mecanismos destinados a ocultar a origem e a movimentação dos valores obtidos. As investigações apontam que a empresa teria movimentado cerca de R$ 100 milhões em aproximadamente dois anos.
O caso passou a ser investigado após investidores procurarem a Polícia Civil relatando dificuldades para resgatar os valores aplicados. Segundo os depoimentos, os pagamentos prometidos deixaram de ser realizados e os clientes passaram a enfrentar dificuldades para obter respostas da empresa.
Até o momento, mais de 500 pessoas formalizaram denúncias junto à Polícia Civil e à Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (SUDECON). As investigações seguem em andamento para apurar a participação dos demais investigados e dimensionar a extensão dos prejuízos causados aos investidores.