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Divulgação
A Justiça realiza às 12h desta sexta-feira (17) a audiência de instrução e julgamento de Vitor Gomes de Carvalho, acusado de matar o próprio pai, Sebastião da Cruz de Oliveira, em um crime de extrema violência ocorrido no bairro Santa Bárbara, zona Leste de Teresina. Durante a sessão, serão ouvidas as testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório do réu.
O processo segue com Vitor preso preventivamente. A decisão judicial foi mantida com base em elementos considerados robustos, entre eles depoimentos de testemunhas e a própria confissão do acusado, que detalhou como o homicídio aconteceu. Segundo a Justiça, os indícios demonstram a periculosidade do investigado, justificando a manutenção da prisão para garantia da ordem pública.
Crime ocorreu após discussão por dinheiro
De acordo com as investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime aconteceu na tarde de 26 de janeiro, dentro da residência onde pai e filho moravam.
A polícia apurou que a discussão começou depois que Sebastião da Cruz de Oliveira se recusou a dar dinheiro ao filho para a compra de entorpecentes. Durante o desentendimento, Vitor desferiu diversos golpes de faca contra o pai e, após a arma quebrar, utilizou uma pedra para atingir a cabeça da vítima, desfigurando seu rosto.
Após o homicídio, o acusado fugiu utilizando a motocicleta da vítima. Três dias depois, em 29 de janeiro, ele se entregou em um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), onde foi preso.
Durante o depoimento à Polícia Civil, Vitor confessou o crime. Segundo o delegado Danúbio Dias, do DHPP, o investigado relatou que desferiu o primeiro golpe de faca e continuou atacando o pai mesmo depois de ele cair no chão. Ainda conforme o delegado, o acusado afirmou que feriu os olhos da vítima de forma intencional e, após a faca quebrar, pegou uma pedra na cozinha e atingiu a cabeça do pai. Em seguida, ao ver o estado da vítima, disse ter vomitado, tomado banho e fugido na motocicleta.
Histórico de conflitos
As investigações apontam que Vitor é usuário de drogas e mantinha frequentes discussões com o pai em razão dos pedidos de dinheiro para comprar entorpecentes.
Segundo o coordenador do DHPP, delegado Francisco Costa, o Baretta, vizinhos relataram que as brigas entre pai e filho eram constantes. A polícia também informou que o acusado já havia tentado incendiar a casa da própria mãe, motivo pelo qual passou a morar com o pai.
O delegado Divanilson Sena afirmou que os elementos reunidos durante a investigação não sustentam a versão de legítima defesa apresentada pelo acusado. Conforme a autoridade policial, testemunhas confirmaram que as discussões eram motivadas pelo uso de drogas e pelos constantes pedidos de dinheiro feitos por Vitor.