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Divulgação
O Ministério Público do Piauí, representado pelo promotor Nielsen Silva Mendes Lima, alterou seu parecer inicial e opinou pela manutenção da prisão preventiva de João Henrique Soares Leite Bonfim. O estudante é acusado de duplo homicídio qualificado contra Francisco Oliveira Duarte e Laurielle da Silva Oliveira, atropelados em 1º de dezembro de 2024, no cruzamento das avenidas Nossa Senhora de Fátima e Jóquei Clube, na zona leste de Teresina.
A decisão, protocolada na tarde desta sexta-feira (17/01), contraria parecer anterior emitido dois dias antes pelo promotor substituto Régis de Moraes Marinho, que recomendava a soltura de João Henrique sob a alegação de que sua liberdade não representava “risco direto à ordem pública”. O promotor Nielsen, no entanto, destacou a gravidade do crime, evidenciando “desprezo pela vida do próximo e pela segurança coletiva”, e apontou que a liberdade do réu poderia gerar intranquilidade social.
O parecer também levou em conta vídeos do dia do crime que mostram o acusado dirigindo em alta velocidade, realizando "arrancadas exibicionistas" em vias públicas. Além disso, exames comprovaram que João Henrique estava embriagado e sob efeito de drogas sintéticas no momento do atropelamento.
A defesa do estudante alegou problemas cardíacos que demandariam cuidados médicos específicos, mas o promotor argumentou que não há elementos suficientes que justifiquem a revogação da prisão.