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Divulgação
Uma operação policial realizada na manhã desta quinta-feira (29) cumpriu mandados de busca e apreensão em um estabelecimento comercial localizado no Centro de Teresina, investigado por envolvimento em um esquema milionário de golpes relacionados à venda fraudulenta de consórcios.
Desde o ano passado, a polícia vem cumprindo decisões judiciais no âmbito das investigações que apuram a comercialização irregular de supostas cartas de crédito já contempladas, prática que fez centenas de vítimas nos estados do Piauí e do Maranhão.
O local alvo da operação pertence ao empresário Ricardo Dias Sousa, apontado como o principal articulador do esquema criminoso e a primeira pessoa identificada durante as investigações. Por determinação da Justiça, as atividades da empresa foram suspensas. Além de Ricardo, o vendedor Luiz Eduardo da Silva Rocha também foi indiciado no inquérito, que é conduzido pelo delegado Sérgio Alencar.
Conforme as apurações, o grupo atraía clientes com a promessa de venda de cartas de crédito supostamente já contempladas, garantindo a liberação dos valores em até 15 dias. No entanto, na prática, as vítimas assinavam apenas contratos comuns de consórcio, sem qualquer garantia de contemplação imediata, o que configuraria o golpe.
As investigações identificaram vítimas em diversas cidades, não apenas em Teresina. Em Parnaíba, por exemplo, mais de 700 pessoas teriam sido lesadas pelo esquema. Entre os prejudicados estão servidores públicos do estado do Maranhão e empresários de diferentes setores.
Vítimas
Entre os casos apurados, uma assessora da Prefeitura Municipal de Timon teria registrado prejuízo de aproximadamente R$ 10 mil. Um empresário do ramo de apostas online também foi identificado como vítima do grupo investigado. A polícia ainda apura uma possível ligação dos suspeitos com agiotas colombianos, que foram alvos de duas operações da Secretaria de Segurança Pública no fim do ano passado.
As investigações seguem em andamento, e novas diligências não estão descartadas.
Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, relatou à reportagem que sofreu prejuízo estimado em R$ 10 mil e descreveu o padrão do golpe. “Disseram que eu pagaria a entrada com contemplação imediata, que participaria de duas assembleias e teria o valor da carta depositado na conta. Paguei R$ 22 mil, mas quando fui até a empresa reclamar, em outubro, disseram que iriam resolver. Após ameaçar chamar a imprensa, devolveram apenas R$ 10 mil. Agora quero receber o restante”, afirmou.