Polícia

Piauiense morre durante operação policial no Rio e família pede ajuda para traslado

Divulgação

Um piauiense que buscava melhores oportunidades de vida no Sudeste teve a trajetória interrompida de forma trágica durante uma operação policial no Rio de Janeiro. Leandro Silva Souza, natural de Milton Brandão (PI), morreu na quarta-feira (18) após ser baleado dentro de casa, no Morro dos Prazeres.

De acordo com informações repassadas pelo comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Marcelo Corbage, Leandro e a companheira teriam sido feitos reféns por criminosos que invadiram a residência durante a ação policial contra um grupo ligado ao tráfico de drogas na região.

Segundo o relato oficial, equipes do Bope iniciaram uma tentativa de negociação para resolver a situação de forma pacífica. No entanto, durante o processo, teriam ocorrido disparos de dentro do imóvel. Nesse momento, Leandro foi atingido na cabeça. A polícia reagiu à situação, resultando na morte de seis suspeitos apontados como integrantes do grupo criminoso.

A companheira de Leandro, identificada como Roberta Ferro Hipólito, foi resgatada pelos policiais em estado de choque. Ela foi encaminhada para prestar depoimento e receber apoio após o ocorrido.

Versão contestada

A versão apresentada pela polícia, no entanto, foi contestada por Roberta. Em entrevista exibida pelo telejornal RJ2, da TV Globo, ela afirmou que não houve troca de tiros e negou que o casal tenha sido mantido refém.

Segundo ela, os suspeitos pretendiam se entregar quando os policiais invadiram o imóvel. “O único tiro que teve lá foi o da polícia. Não teve troca de tiro. A polícia derrubou a porta com uma granada e já entrou atirando”, declarou. Ainda de acordo com o relato, Leandro chegou a gritar que havia trabalhadores na casa antes de ser atingido.

Investigação e alvo da operação

As investigações que culminaram na operação começaram meses antes, após a prisão de um homem identificado como Marcelo Moita. A partir disso, a polícia chegou ao nome de Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como “Jiló dos Prazeres”, apontado como chefe do tráfico de drogas do Comando Vermelho na região.

Conforme a Polícia Militar do Rio de Janeiro, “Jiló” possui uma extensa ficha criminal, com registros desde a década de 1990, incluindo crimes como tráfico de drogas, homicídio, sequestro e roubo. Ele também é citado em investigações relacionadas à morte de um turista estrangeiro e acumularia mais de uma centena de anotações criminais.

Família pede ajuda

A morte de Leandro causou comoção entre familiares e amigos no Piauí. Descrito como um homem trabalhador e cheio de sonhos, ele havia deixado sua cidade natal em busca de melhores condições de vida.

Sem condições financeiras para arcar com o traslado do corpo, a família iniciou uma campanha nas redes sociais pedindo ajuda. As doações podem ser feitas via PIX, pela chave 00450113388, em nome de Ivanildo da Silva Sousa.