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Polícia Civil indicia suspeito de vender vídeos íntimos gravados sem consentimento em Teresina

Divulgação

A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava um homem suspeito de gravar, armazenar e comercializar vídeos íntimos de mulheres sem autorização. José Cleuton da Silva foi indiciado por diversos crimes relacionados à exploração sexual e à divulgação ilegal de conteúdo íntimo, informou o delegado Humberto Marcola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC).

De acordo com a investigação, o indiciamento foi formalizado na última terça-feira (30). Entre os crimes atribuídos ao suspeito estão favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança, adolescente ou pessoa vulnerável, transmissão e divulgação de material de exploração sexual infantil e divulgação de cenas de sexo e pornografia sem consentimento.

Operação "Lente Oculta"

José Cleuton foi preso durante a Operação "Lente Oculta", deflagrada em 29 de maio deste ano, em Teresina. Na ocasião, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.

Segundo as investigações, o suspeito gravava, armazenava e comercializava vídeos íntimos registrados há mais de dez anos. O material incluía imagens de mulheres e, em alguns casos, de menores de idade.

Ainda conforme a polícia, além dos vídeos, o investigado utilizava fotografias atuais das vítimas retiradas das redes sociais para divulgar o conteúdo. Os arquivos eram comercializados por meio de perfis e robôs automatizados (bots) no aplicativo Telegram, mediante pagamento de R$ 75.

Como os vídeos eram gravados

O delegado Humberto Marcola informou que José Cleuton utilizava um equipamento adaptado para realizar as gravações de forma clandestina. Segundo a investigação, ele escondia a câmera em uma pasta que possuía uma capa de celular colada e um pequeno orifício, permitindo registrar as imagens sem que as vítimas percebessem.

Vítimas procuraram a polícia

As primeiras denúncias foram registradas no dia 21 de maio. Após a divulgação do caso, outras vítimas compareceram ao Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos para prestar depoimento e relatar situações semelhantes.

A Polícia Civil segue acompanhando o caso e orienta que possíveis vítimas procurem as autoridades para colaborar com as investigações.