Política

Lula chama Flávio Bolsonaro de "traidor da pátria" por pedir adiamento de tarifa dos EUA

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar a postura da família Bolsonaro em relação às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Nesta quinta-feira (2), o chefe do Executivo classificou como "atitude de traidores da pátria" o pedido feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que o governo norte-americano adie a aplicação de novas tarifas sobre exportações brasileiras até depois das eleições presidenciais de outubro.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que não existe justificativa para a imposição de novas taxas contra produtos brasileiros, independentemente do período eleitoral.

"O mais absurdo é saber que a origem disso tudo foi motivada pela própria família Bolsonaro, que defendeu publicamente o aumento de tarifas contra os produtos brasileiros. Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da pátria. Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço agora ou depois", escreveu o presidente.

A declaração é uma resposta à manifestação encaminhada por Flávio Bolsonaro, na quarta-feira (1º), ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). No documento, o senador argumenta que a entrada em vigor de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros durante o período eleitoral poderia beneficiar politicamente Lula. Por isso, solicita ao governo do presidente Donald Trump que a medida seja adiada por 180 dias.

Essa não é a primeira vez que Lula utiliza a expressão "traidores da pátria" para se referir a integrantes da família Bolsonaro. O presidente já havia adotado o mesmo tom ao comentar a atuação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro junto ao governo norte-americano.

No ano passado, após a gestão Trump anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, Eduardo Bolsonaro agradeceu publicamente ao presidente dos Estados Unidos pela decisão, episódio que também gerou críticas do Palácio do Planalto.