Polícia

Reviravolta: oficial admite relação com esposa antes de morte e contradiz versão inicial

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Um novo depoimento do tenente-coronel Geraldo Leite Costa Neto trouxe reviravolta nas investigações sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça em um apartamento no bairro do Brás, na região central de São Paulo. Preso na última quarta-feira (18), exatamente um mês após o crime, o oficial mudou sua versão e admitiu que teve um momento íntimo com a esposa pouco antes da morte.

Segundo relato à polícia, o casal teria conversado, se emocionado e relembrado momentos do relacionamento antes de se aproximarem novamente. O militar afirmou que, após esse momento, cada um foi dormir em quartos separados. A declaração, no entanto, contradiz versões anteriores apresentadas por ele durante as investigações.

Até então, o tenente-coronel sustentava que o casamento enfrentava uma crise grave e que não havia mais qualquer relação íntima entre os dois desde agosto de 2025. A mudança no depoimento ocorreu após a divulgação de laudos periciais obtidos por meio da exumação do corpo da vítima.

Os exames apontaram a presença de material biológico compatível com relação recente, o que reforçou uma das linhas investigativas e colocou em xeque a versão inicial do militar. O resultado pericial foi considerado um elemento importante para o avanço do caso.

Geraldo Leite Costa Neto se tornou réu na Justiça pelos crimes de feminicídio e fraude processual. De acordo com a denúncia do Ministério Público de São Paulo, o caso é tratado como feminicídio qualificado, ocorrido em contexto de violência doméstica, com agravantes que podem aumentar a pena.

As investigações seguem em andamento e o caso é considerado de alta gravidade pelas autoridades.