Polícia

Servidora encontrada desacordada em delegacia segue em estado grave e caso é tratado como suspeita de estupro

Divulgação

O que deveria ser um ambiente de segurança e acolhimento se transformou em cenário de um caso grave que chocou o Piauí. Uma servidora pública foi encontrada desacordada e com sangramento nas partes íntimas dentro da Delegacia-Geral da Polícia Civil, em Teresina, e segue internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta.

O caso, registrado na última quinta-feira (19), é investigado como suspeita de violência sexual. O principal suspeito, um prestador de serviço terceirizado que atuava no local, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia.

De acordo com o delegado-geral, Luccy Keiko, há elementos que indicam a prática de estupro, e a linha de investigação aponta que a vítima foi violentada dentro da própria unidade policial.

Segundo as apurações, a servidora foi encontrada inconsciente por uma terceira pessoa em uma das salas da delegacia. Testemunhas relataram ter visto um homem saindo do local pouco antes. O suspeito foi ouvido duas vezes, mas apresentou versões consideradas conflitantes pela polícia.

Em nota, a advogada Nathália Freitas, que representa a servidora, informou que o estado de saúde da paciente é grave. Ela chegou a permanecer entubada por cerca de três dias e, mesmo sob cuidados intensivos, apresenta episódios de agitação, confusão mental e sinais de pânico, com gritos por socorro e pedidos de proteção.

Ainda conforme a defesa, a família busca a transferência da vítima para um hospital da rede privada e aguarda resposta do plano de saúde sobre a disponibilidade de vaga.

A advogada também rebateu informações que circulam nas redes sociais sobre um suposto relacionamento entre a vítima e o investigado. Segundo ela, qualquer afirmação nesse sentido é considerada prematura, uma vez que a servidora ainda não recuperou plenamente a consciência para relatar o ocorrido.

A sala onde a vítima foi encontrada passou por perícia, e as investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do caso.

Em nota, a defesa destacou a gravidade do quadro clínico, ressaltando que a vítima apresenta movimentos involuntários compatíveis com reação de defesa, além de dores intensas e significativa confusão mental. A advogada reforçou ainda o compromisso com a apuração dos fatos e a preservação da dignidade da servidora.