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Suspeita de tentar sequestrar recém-nascido é presa em Teresina; defesa de enfermeira nega envolvimento no caso
Divulgação
A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quarta-feira (8), Auricélia de Sousa Rocha, suspeita de tentar sequestrar um bebê recém-nascido na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER), em Teresina. A mulher foi localizada no Hospital Areolino de Abreu, no bairro Primavera, onde estava internada, e conduzida pelas autoridades.
De acordo com as investigações, Auricélia estava grávida, mas teria perdido o bebê há cerca de três meses. A Polícia apurou ainda que o homem apontado como pai da criança não sabia da perda da gestação.
As investigações também revelaram que a suspeita era funcionária da maternidade. No entanto, no dia da tentativa de sequestro, ela não estava escalada para trabalhar. Mesmo assim, teria conseguido entrar na unidade alegando que resolveria questões administrativas.
Vestindo a farda da instituição e por já possuir livre acesso ao hospital, Auricélia conseguiu circular pelas dependências da maternidade sem levantar suspeitas. Segundo a Polícia, ela se aproximou de um recém-nascido e colocou o bebê dentro de uma sacola, mas a ação foi percebida antes que ela deixasse o local.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes da tentativa de sequestro e as circunstâncias que permitiram a entrada da suspeita na unidade hospitalar.
Defesa de enfermeira nega participação
Após a repercussão do caso, a defesa da enfermeira supervisora Ingrid Ohana Gomes da Cruz Galvão divulgou uma nota pública afirmando que a profissional não possui qualquer envolvimento na tentativa de retirada irregular do recém-nascido.
Segundo a advogada Tamires Silva Rodrigues, Ingrid exercia normalmente suas funções na maternidade no momento da ocorrência e colaborou com a adoção dos protocolos internos de segurança e com todas as medidas adotadas para conter a situação.
A defesa afirma ainda que a enfermeira compareceu espontaneamente à delegacia para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações. Conforme boletim de ocorrência registrado por ela, sua imagem passou a ser associada indevidamente ao crime após acusações feitas por terceiros e posteriormente reproduzidas por veículos de comunicação.
Na nota, a advogada destaca que a investigação oficial deverá demonstrar a ausência de qualquer participação da profissional no caso e solicita que o esclarecimento seja divulgado com o mesmo destaque dado às notícias anteriores, em respeito ao direito de resposta e aos direitos da personalidade da enfermeira.