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Divulgação
Um crime marcado por violência e possível motivação passional terminou com a prisão do principal suspeito na capital piauiense. O pedreiro Jander José foi preso preventivamente na manhã desta sexta-feira (20), após se apresentar à polícia, acusado de matar o pintor Luiz Omano da Silva no último sábado (14), na Vila Santa Cruz, zona Sul de Teresina.
A prisão foi efetuada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que já havia identificado o suspeito com base em imagens de câmeras de segurança. Segundo o delegado Danúbio Dias, os vídeos mostram o momento em que Jander ataca a vítima de forma repentina dentro de um estabelecimento comercial, desferindo uma facada no tórax.
Após o ataque, Luiz ainda tentou conter o sangramento retirando a camisa, mas não resistiu aos ferimentos. Ele chegou a ser socorrido e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Promorar, mas morreu pouco depois.
De acordo com a investigação, o suspeito estava foragido desde o dia do crime. A prisão preventiva foi solicitada na segunda-feira (16), após ele não se apresentar espontaneamente. Informações apontavam que Jander estaria escondido na zona rural de Nazária, o que levou a Justiça a decretar sua prisão.
“Recebemos a informação de que ele estaria na zona rural de Nazária e, diante disso, o Judiciário decretou a prisão preventiva. Ontem, o advogado entrou em contato informando que ele se apresentaria, o que ocorreu hoje”, explicou o delegado.
Durante o depoimento, Jander optou por permanecer em silêncio, orientado por sua defesa. Mesmo assim, a polícia trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido motivado por ciúmes. A suspeita é de que o investigado não aceitava um antigo relacionamento entre a vítima e sua ex-companheira, ocorrido há cerca de quatro anos.
A mulher já foi identificada e deverá ser ouvida nos próximos dias. Informalmente, o suspeito teria relatado a investigadores que era alvo de piadas e provocações por parte da vítima. Há ainda registros de desentendimentos anteriores entre os dois, incluindo ameaças de morte.
O caso segue sendo investigado pelo DHPP, que continua ouvindo testemunhas e reunindo provas para a conclusão do inquérito.