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Divulgação
Um novo boletim do InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz, acendeu o alerta para o avanço dos casos graves de síndromes gripais em todo o país. De acordo com o levantamento, 18 estados e o Distrito Federal estão em situação de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento em 13 dessas unidades nas próximas semanas.
Os cenários mais preocupantes foram registrados nos estados de Mato Grosso e Maranhão, mas outras regiões também podem enfrentar agravamento, como Acre, Tocantins, Bahia e Pernambuco.
Apesar do cenário preocupante em diversas localidades, a tendência nacional ainda é de estabilidade no longo prazo. Pesquisadores já identificam sinais de interrupção no crescimento e até queda em alguns locais, especialmente nos casos associados à influenza A e ao rinovírus.
Vírus lideram infecções
Nas últimas semanas, esses dois agentes foram responsáveis por mais de 70% dos casos positivos de infecções virais. Dados apontam que, dos diagnósticos confirmados, 42,9% são de rinovírus e 24,5% de influenza A, seguidos por vírus sincicial respiratório (15,3%), covid-19 (11,1%) e influenza B (1,5%).
A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é caracterizada pelo agravamento de sintomas gripais, como febre, tosse e coriza, evoluindo para dificuldade respiratória e necessidade de internação hospitalar.
Vacinação é principal forma de proteção
Entre as principais causas de SRAG, três podem ser prevenidas por vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS): influenza A, influenza B e covid-19.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe segue em todo o Brasil, com prioridade para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes — grupos mais vulneráveis a complicações.
A vacinação contra a covid-19 também segue recomendada, com aplicação a partir dos 6 meses de idade e reforços periódicos para públicos de risco, como idosos, gestantes, pessoas com comorbidades ou imunossuprimidas.
Além disso, o Ministério da Saúde passou a oferecer a vacina contra o vírus sincicial respiratório para gestantes, com o objetivo de proteger bebês, principais vítimas de doenças como a bronquiolite.
Especialista reforça cuidados
A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, destaca que a vacinação é essencial para reduzir casos graves e mortes.
“Também recomendamos que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em casa em isolamento. Caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara”, orienta.
Números no Brasil
Em 2026, o Brasil já registrou 31.768 casos de SRAG, sendo cerca de 13 mil com confirmação laboratorial para vírus respiratórios.
O país também contabiliza 1.621 mortes pela síndrome, das quais 669 tiveram diagnóstico positivo. Entre os óbitos, a covid-19 lidera com 33,5%, seguida pela influenza A (32,9%), rinovírus (22,7%), vírus sincicial respiratório (4,8%) e influenza B (2,8%).