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Garis paralisam Avenida Frei Serafim e cobram fim da escala 6x1 e melhores salários em Teresina

Divulgação

Garis e trabalhadores da limpeza pública de Teresina realizaram uma paralisação na manhã desta sexta-feira (15) na Avenida Frei Serafim, uma das principais vias da capital piauiense. A categoria reivindica o fim da escala 6x1, reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

Durante o protesto, uma das faixas da avenida ficou bloqueada, causando congestionamento no sentido Centro-Leste. Ônibus chegaram a ficar parados no trânsito enquanto agentes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) atuavam no controle do fluxo de veículos.

Além da pauta salarial, os trabalhadores denunciaram condições precárias de trabalho, incluindo forte exposição ao sol, risco constante durante a coleta e descarte irregular de materiais, o que aumenta a possibilidade de acidentes e contaminações.

A mobilização faz parte de uma paralisação nacional dos profissionais da limpeza urbana, realizada simultaneamente em diversas capitais brasileiras. A categoria cobra a aprovação do Projeto de Lei 4146/2020, conhecido como “PEC dos Garis”, que tramita no Congresso Nacional.

O texto prevê a regulamentação da profissão, reajuste do piso salarial e ampliação de direitos trabalhistas para os profissionais da limpeza urbana.

O presidente do sindicato da categoria, Jonathan Miranda, afirmou que tentou dialogar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mas não conseguiu ser recebido em Brasília.

“O presidente do Senado marcou conosco em Brasília. Compramos a passagem e, chegando lá, nos foi informado que ele não sabia da agenda. Isso mostra que Alcolumbre não tem responsabilidade com o trabalhador”, declarou Miranda.

Segundo ele, representantes da categoria também tiveram reunião com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, para tratar sobre o projeto.

“Tivemos uma reunião com o Boulos, onde ele entende e passa que a visão do presidente é que o projeto seja aprovado e, assim que aprovado, seja sancionado. Porém, o Senado não pauta o projeto”, afirmou.

O PL 4146/2020 já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal e aguarda inclusão na pauta do plenário.

Entre os principais pontos defendidos pela categoria estão:

  • piso salarial de R$ 3.036;
  • adicional de insalubridade de 40%;
  • benefícios como vale-alimentação, cesta básica e plano de saúde;
  • aposentadoria especial devido aos riscos da profissão.

Jonathan Miranda alertou que a paralisação desta sexta-feira pode evoluir para uma greve caso não haja avanço nas negociações.

“Hoje é apenas uma paralisação, mas, se nada for resolvido, poderá migrar para uma greve”, afirmou.