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Benonias Cardoso/Cidadeverde.com
Após uma reunião a portas fechadas realizada na manhã desta sexta-feira (22), trabalhadores do transporte coletivo de Teresina decidiram aprovar indicativo de greve e podem paralisar as atividades a partir da meia-noite da próxima segunda-feira (25). A decisão foi tomada em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro).
De acordo com o presidente do Sintetro, Antônio Cardoso, a categoria rejeitou a proposta de reajuste salarial de 4,11% apresentada pelos empresários do setor.
“A decisão da categoria foi unânime em optar pela greve. Diante da proposta que foi apresentada, a categoria não aceitou. Eles apresentaram uma outra proposta e o trabalhador aceitou ticket a R$ 800 e o plano de saúde no valor de R$ 150, porém, os 4,11% no salário, linear cobrador e motorista, não passou. Então por isso o movimento grevista se inicia a partir de zero horas de segunda-feira”, afirmou.
Segundo o secretário de finanças do Sintetro, Renato Pacheco, os empresários ofereceram correção de 4,11% no salário, reajuste de 12% no auxílio saúde — o que representa cerca de R$ 15 — e aumento de R$ 110 no ticket alimentação, passando de R$ 650 para R$ 760.
Ainda conforme o dirigente sindical, os valores permanecem abaixo do que foi reivindicado pelos trabalhadores, principalmente em relação ao salário e ao plano de saúde.
“A categoria fez o pedido e está longe da realidade que eles estão oferecendo. O ticket alimentação está muito próximo de chegar no consenso, mas o plano de saúde e o salário eu acho que está inviável. O TRT está ajudando muito, mas os empresários não querem cooperar”, declarou.
A categoria reivindica reajuste salarial de 7%, aumento do plano de saúde para R$ 160 e ticket alimentação mínimo de R$ 800.
Durante as negociações, o Sintetro também citou o subsídio de R$ 6 milhões destinado pela Prefeitura de Teresina ao sistema de transporte coletivo. Segundo Antônio Cardoso, parte desse valor deveria ser utilizada exclusivamente para garantir reajustes salariais e benefícios aos trabalhadores.
“A gente sabe que o superintendente da Strans deixou bem claro que esse dinheiro seria justamente para dar esses reajustes em cima dos salários e benefícios, porém falta realmente uma contrapartida do Setut, assim como das empresas”, explicou.
O sindicato informou ainda que continua aberto ao diálogo durante o fim de semana. Caso não haja avanço nas negociações, a greve será oficialmente iniciada na segunda-feira.
Empresários contestam reivindicações
O empresário Júlio de Souza, representante do Consórcio Teresina, rebateu os argumentos apresentados pelos trabalhadores e afirmou que o reajuste total oferecido chega a 8,29%, índice superior à inflação acumulada.
Segundo ele, a proposta inclui 4,11% de reajuste salarial, 23% de aumento no ticket alimentação e 12% no auxílio saúde.
“A Prefeitura dá 5% em cima dos R$ 6 milhões, só que nossa folha não é R$ 6 milhões, ela passa de R$ 7 milhões. A tarifa não tem reajuste desde 2020 e mais da metade é gratuidade. Qual outro segmento que o empresário é obrigado por lei a doar parte da sua produção?”, questionou.