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Justiça arquiva investigação sobre morte de jovem que invadiu jaula de leoa em zoológico de João Pessoa

Divulgação

A Justiça da Paraíba determinou o arquivamento do inquérito policial que investigava a morte de Gerson de Melo Machado, de 19 anos, conhecido como “Vaqueirinho”. O jovem morreu no dia 30 de novembro de 2025 após invadir a jaula de uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Parque da Bica), em João Pessoa, na Paraíba.

A decisão foi publicada nesta quinta-feira (12) e acolheu o pedido do Ministério Público da Paraíba, que se manifestou pelo arquivamento do caso após concluir que houve “culpa exclusiva da vítima”. Com isso, não foi atribuída responsabilidade criminal a integrantes da segurança do parque.

Segundo a decisão judicial, o quadro psíquico apresentado por Gerson teria contribuído para a decisão que resultou na tragédia. O entendimento é de que não houve omissão de socorro por parte da equipe de segurança, já que a invasão do recinto ocorreu de forma repentina e voluntária.

Ainda conforme o texto da decisão, o Direito Penal não pode ser aplicado para punir fatalidades provocadas por atos do próprio indivíduo quando não há participação ou responsabilidade penal de terceiros.

Como ocorreu o caso

De acordo com as investigações, Gerson de Melo Machado invadiu a área da leoa no zoológico após ultrapassar várias barreiras de segurança. O jovem pulou um muro de aproximadamente seis metros de altura, utilizou uma árvore para alcançar as grades de proteção e entrou no recinto do animal.

A ação foi presenciada e registrada por pessoas que estavam no local. O ataque da leoa ocorreu logo após a invasão da área restrita do zoológico.

Familiares relataram que o jovem enfrentava transtornos mentais que não estavam sendo tratados, fator que também foi mencionado durante a análise do caso pelas autoridades.