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Divulgação
O papa Leão XIV fez duras críticas a líderes mundiais que investem bilhões em guerras enquanto negligenciam necessidades básicas da população. A declaração foi feita na quinta-feira (16), durante visita a Camarões.
Em seu discurso, o pontífice afirmou que o mundo está sendo “devastado por um punhado de tiranos” e lamentou o alto volume de recursos destinados a conflitos armados.
“Os mestres da guerra fingem não saber que basta um instante para destruir, mas muitas vezes uma vida inteira não é suficiente para reconstruir. Bilhões são gastos em devastação, enquanto faltam recursos para cura, educação e restauração”, disse.
O papa também criticou líderes que utilizam a religião como justificativa para ações militares. Segundo ele, há uma distorção do que é sagrado em nome de interesses políticos e econômicos.
Tensão com Trump
As declarações são vistas como uma resposta indireta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que recentemente criticou o pontífice por sua posição contra conflitos no Oriente Médio. O republicano chegou a classificar Leão XIV como “fraco” e “péssimo em política externa”.
A tensão aumentou após Trump publicar, nas redes sociais, imagens geradas por inteligência artificial em que aparece associado à figura de Jesus Cristo. As postagens geraram forte repercussão negativa e acabaram sendo apagadas.
Guerra no Irã
O posicionamento do papa ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
Em fevereiro, um ataque conjunto de Estados Unidos e Israel ao território iraniano deixou mais de 500 mortos, intensificando a crise internacional. O episódio ocorreu em meio às negociações sobre o programa nuclear iraniano, tema que há décadas gera tensão global.
O acordo nuclear firmado em 2015 durante o governo de Barack Obama previa limitações ao programa do Irã em troca do alívio de sanções. No entanto, o tratado foi rompido em 2018 por Trump, o que reacendeu as tensões.
Nos últimos meses, o conflito se ampliou com ataques e contra-ataques entre os países, além da participação de aliados como o Hezbollah. A escalada também atingiu regiões estratégicas como o Estreito de Ormuz, essencial para o transporte de petróleo mundial.
Apesar da gravidade da situação, um cessar-fogo temporário de duas semanas foi firmado recentemente, mediado pelo Paquistão, na tentativa de conter a crise.
O papa Leão XIV reforçou a necessidade de diálogo e pediu que líderes mundiais priorizem a vida e a paz em vez de interesses militares.