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Fernanda disse que ainda não é possível avaliar a necessidade de uma dose de reforço, como acontece com a vacinação contra o coronavírus, e explicou que a imunização contra a dengue com a vacina do Butantan será feita em dose única, ao contrário do que ocorre hoje com a Takeda, que está em circulação hoje no SUS e exige duas doses.
“É uma vacina em dose única, todos os estudos e tudo que a gente está avaliando até aqui é para uma única dose para imunização. A gente vai ter uma dose de reforço, como a gente teve em alguns momentos com febre amarela, que depois de 10 anos precisava tomar uma dose de reforço ou tétano? Essa é uma pergunta que a gente ainda não pode responder e a gente vem acompanhando nos voluntários do estudo para entender como se comporta esse nível de anticorpos, se ele vai caindo gradualmente. A gente vai seguir acompanhando pra avaliar se haverá necessidade de uma dose de reforço ou uma dose única protege permanentemente. As duas possibilidades estão em aberto e a gente vai estar fazendo esse segmento e se precisar de reforço a gente vai obviamente comunicar o ministério (da Saúde) e a população”, disse.
A diretora médica do Butantan ainda destacou que a vacina produzida pelo instituto é tetravalente, ou seja, protege contra os quatro sorotipos de dengue que estão em circulação. “Ela tem os quatro vírus vivos atenuados para que a gente possa gerar a imunidade contra os quatro. A gente vai vendo os voluntários do estudo que pegam dengue e vai avaliando qual é o sorotipo que eles tiveram para entender essa proteção. Durante o nosso estudo, que foi feito exclusivamente aqui no Brasil, em 16 centros de pesquisa brasileiros, só tivemos circulação de dengue 1 e dengue 2. É importante mensurar que é muito difícil um momento epidemiológico em que mais de um soro ou tipo de dengue circula ao mesmo tempo e está acontecendo agora, que é um dos fatores que faz a essa epidemia ser tão mais crítica do que outras que nós tivemos”, disse.