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Transferência para Teresina marca nova etapa no tratamento de paciente que perdeu movimentos após acidente

Divulgação

A busca por um diagnóstico preciso e por alternativas de tratamento ganhou um novo capítulo após a transferência do paciente Antonio Luis Alves para Teresina. Ele perdeu o movimento das pernas depois de um acidente de motocicleta ocorrido no último domingo (22), em Parnaíba.

Antonio estava internado no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), mas foi encaminhado ao Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), onde passa a ser acompanhado por uma equipe especializada. O quadro clínico é considerado delicado: ele sofreu lesões nas vértebras torácicas T4, T5 e T6, com comprometimento neurológico que resultou na paralisia dos membros inferiores.

Em nota, o hospital informou que o paciente está sob avaliação da equipe de Neurocirurgia, responsável por analisar exames de imagem e definir a melhor conduta terapêutica com base em protocolos clínicos e evidências científicas.

Paralelamente ao tratamento convencional, surgiu a possibilidade do uso da polilaminina — substância ainda em estudo — após mobilização da médica veterinária Raissa Alves, da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), que acompanha o caso. Segundo ela, houve contato com a pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), responsável pelo desenvolvimento da substância, que se dispôs a disponibilizá-la gratuitamente, caso haja indicação médica.

Apesar da expectativa, o Hospital Universitário reforçou que qualquer decisão sobre o uso de terapias, especialmente as que ainda estão em fase de estudo, depende exclusivamente da equipe médica responsável, levando em consideração critérios técnicos e o estado clínico do paciente.

A família aguarda, agora, a conclusão dos exames para definição dos próximos passos. De acordo com o pai do paciente, Antonio Sena, a prioridade é a realização de uma possível cirurgia.

“A expectativa é que, com a conclusão desses exames e avaliação do neurocirurgião, haja uma definição ainda hoje para a realização de uma cirurgia de descompressão e estabilização da coluna torácica. Essa é a prioridade absoluta”, afirmou.

O Hospital Universitário também destacou que o paciente não chegou à unidade com indicação prévia para o uso da polilaminina e reiterou o compromisso com uma assistência segura, ética e baseada em evidências científicas.