Polícia

Acusada de tráfico presa na Operação Olhos de Lince alegou “esquecimento” ao descumprir medidas cautelares

Divulgação

Presa durante a Operação Olhos de Lince, uma mulher acusada de tráfico de drogas voltou ao sistema prisional após descumprir de forma reiterada as medidas cautelares impostas pela Justiça. A captura ocorreu no bairro Torquato Neto, na zona Sul de Teresina.

De acordo com o diretor de Operações, Fernando Aragão, a investigada, identificada apenas pelas iniciais S.M.S., havia obtido o direito de responder ao processo em liberdade, sob o cumprimento de diversas determinações judiciais. No entanto, segundo a polícia, ela violou as regras de maneira recorrente e chegou a alegar, no momento da prisão, que “esquecia” de cumprir as exigências, inclusive de carregar a tornozeleira eletrônica.

“Ela falava que esquecia, que era puro relaxamento, não carregava a tornozeleira, se afastava do local onde era proibido. Havia um trecho em que ela não poderia se ausentar, e ela acabava se ausentando. Segundo ela, foi puro relaxamento”, afirmou Fernando Aragão.

Entre as medidas cautelares descumpridas pela acusada estão o recolhimento domiciliar no período noturno, o recolhimento integral aos fins de semana e feriados, a proibição de se ausentar da comarca sem autorização judicial e o uso obrigatório de monitoração eletrônica.

Diante das constantes violações, a Justiça determinou o retorno da investigada à prisão, entendendo que houve desrespeito às condições estabelecidas para a liberdade provisória.

Localizada com apoio do SPIA

A prisão contou com o apoio do Sistema de Videomonitoramento Urbano com Inteligência Artificial (SPIA), aliado à análise de dados e levantamentos estratégicos realizados pelas forças de segurança. Segundo Fernando Aragão, a tecnologia tem sido fundamental no combate à criminalidade no estado.

“O SPIA é mais uma grande ferramenta que deixa o Piauí à frente no enfrentamento à criminalidade. Foi um grande investimento do Governo do Estado e da Secretaria de Segurança Pública. São mais de R$ 40 milhões investidos nessas câmeras com alta tecnologia, que permitem reconhecimento facial e leitura de placas, identificando pessoas com mandado de prisão em aberto ou veículos com restrição de furto e roubo”, destacou.