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Divulgação
A defesa da vereadora Tatiana Medeiros reagiu à decisão da Justiça Eleitoral que manteve o uso de tornozeleira eletrônica pela parlamentar. Em entrevista concedida nesta sexta-feira (22), o advogado Edson Araújo afirmou que a prisão da vereadora nunca teve justificativa legal.
“A vereadora Tatiana nunca teve motivos para ser presa, estamos faz mais de um ano de cárcere, sem nenhum motivo legal para isso”, declarou o advogado.
Justiça mantém medidas cautelares
A manifestação ocorreu após a Justiça Eleitoral negar, na quinta-feira (21), o pedido da defesa para retirada do equipamento de monitoramento eletrônico.
Tatiana Medeiros foi condenada a 19 anos, 10 meses e 7 dias de prisão, além do pagamento de 492 dias-multa, pelos crimes de organização criminosa e corrupção eleitoral.
Na decisão, o magistrado entendeu que não houve mudança no cenário jurídico capaz de justificar a revogação da prisão preventiva, convertida em prisão domiciliar.
“Nego à ré o direito de recorrer em liberdade, uma vez que não verifico alteração na situação fático-jurídica que conduza à revogação da prisão preventiva, na modalidade domiciliar, pois seus fundamentos permanecem em vigor”, diz trecho da decisão.
O magistrado também destacou a gravidade das condutas investigadas, especialmente diante da suspeita de financiamento ilícito da campanha eleitoral da parlamentar.
Defesa cita problemas de saúde mental
Os advogados alegaram que Tatiana Medeiros enfrenta problemas relacionados à saúde mental, incluindo episódios de depressão recorrente e crises de ansiedade. Segundo a defesa, os alertas emitidos pela tornozeleira eletrônica estariam agravando o quadro clínico da vereadora.
Mesmo com a apresentação de laudos médicos, a Justiça decidiu manter o monitoramento eletrônico.
As investigações apontam que a campanha eleitoral da parlamentar teria recebido recursos ilícitos supostamente ligados ao então companheiro de Tatiana, Alandilson, apontado nas apurações como integrante financeiro da facção criminosa Bonde dos 40.
Internação em clínica especializada
Ao fundamentar a decisão, a Justiça destacou que a vereadora já recebe acompanhamento especializado em uma unidade de saúde, o que afastaria a necessidade da retirada da tornozeleira eletrônica.
“No caso, portanto, não restou demonstrada a completa inadequação do monitoramento eletrônico com a situação de saúde da ré e existe outra medida capaz de preservar sua integridade psíquica e assegurar a continuidade adequada do tratamento, como a internação voluntária em clínica especializada, na qual a ré já encontra-se acolhida, na Clínica Restaurar”, afirmou o magistrado.
Com o entendimento da Justiça Eleitoral, Tatiana Medeiros seguirá em prisão domiciliar sob monitoramento eletrônico enquanto responde ao processo. A defesa informou que avalia novas medidas judiciais para tentar reverter a decisão.