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Justiça revoga prisão de empresários acusados de matar homem em situação de rua no Centro de Teresina
Divulgação
A Justiça do Piauí revogou a prisão preventiva de três empresários acusados de envolvimento no assassinato de um homem em situação de rua identificado como José Carlos Costa Araújo. O corpo da vítima foi encontrado com a mão decepada na Avenida Maranhão, no Centro de Teresina, em novembro de 2025.
Os investigados são proprietários de duas lojas de variedades e de uma distribuidora localizadas na região central da capital. Eles foram indiciados pela Polícia Civil do Piauí e denunciados pelo Ministério Público do Estado do Piauí por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe, tortura, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Com a decisão judicial, tomada após pedido da defesa, os empresários passam a responder ao processo em liberdade. No entanto, a Justiça determinou o cumprimento de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
O crime
De acordo com as investigações da Polícia Civil do Piauí, o homicídio ocorreu na noite de 19 de novembro de 2025. O corpo de José Carlos foi localizado na madrugada do dia seguinte na Avenida Maranhão, ao lado da mão decepada.
A polícia apura que o crime pode ter relação com furtos atribuídos à vítima na região central de Teresina, o que teria provocado conflitos com comerciantes da área.
O delegado responsável pelo caso, Jorge Terceiro, afirmou durante a investigação que os três empresários teriam participado diretamente das agressões que levaram à morte da vítima. Segundo ele, o assassinato foi marcado por extrema violência, com o uso de barras de ferro e facões. A vítima teria sido retalhada e teve a mão decepada.
Ainda conforme a polícia, dois dos empresários confessaram que o objetivo do crime seria cessar os furtos atribuídos ao homem em suas lojas.
Após o assassinato, segundo relato dos próprios investigados, eles reforçaram a segurança nos estabelecimentos comerciais, contratando um serviço especializado de vigilância.