-
Homem e mulher são encontrados mortos às margens do rio Parnaíba na zona Norte de Teresina
-
Motorista por aplicativo preso no Rio de Janeiro pode ter contado com ajuda para fugir após tentativa de homicídio em Teresina
-
Ex-jogador de futebol amador é preso suspeito de participação em homicídio na zona Norte de Teresina
-
Dois homens são presos com arma, dinheiro e celulares durante ação da PM em Timon
-
Lula compara chegada de Chico Lucas à Senasp à contratação de Neymar e destaca programa criado no Piauí
Divulgação
Samila Alves Andrade foi condenada a 19 anos e três meses de prisão pelo assassinato de Domingas Maria Lázaro da Silva. O juiz José Eduardo Couto de Oliveira determinou essa pena considerando que o crime foi duplamente qualificado por motivo torpe e pelo uso de recursos que dificultaram a defesa da vítima.
O homicídio ocorreu em 8 de janeiro de 2018, na frente da casa de Domingas, em União, Piauí. Samila foi até lá, chamou a vítima para uma conversa, que rapidamente evoluiu para uma discussão e luta corporal. Durante essa briga, Samila usou um spray de pimenta para imobilizar Domingas e, em seguida, a atacou com uma faca, causando sua morte.
Após o crime, Samila fugiu, mas foi presa pela Polícia Militar pouco depois. Durante o inquérito, ela confessou o crime e detalhou que se preparou para o ataque, incluindo a fabricação do spray de pimenta. Embora ela tenha alegado que sua intenção não era matar Domingas, mas apenas conversar devido a uma suposta perseguição, a evidência mostrava o contrário.
A pena foi ajustada em 1/6 devido ao reconhecimento do Conselho de Sentença de que o recurso utilizado dificultou a defesa da vítima. A decisão judicial ressaltou que, apesar de Samila ter confessado o crime, a confissão não foi considerada atenuante porque, inicialmente, ela negou a autoria durante o julgamento e exerceu o direito de permanecer em silêncio.
Após sua prisão, Samila foi solta em abril de 2020 e aguardava o julgamento em liberdade até a condenação final.