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Divulgação
Um crime de extrema violência registrado na madrugada de domingo (29), no bairro Chácara Cuiabá, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, resultou na prisão de uma mulher de 24 anos e levanta uma série de questionamentos sobre a motivação do homicídio.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima, identificada como Daniel dos Santos, de 32 anos, foi assassinada dentro do apartamento onde vivia com a companheira, Paula Ellen Neves da Silva. Segundo as investigações, ele dormia no sofá da sala quando foi atacado com diversos golpes de faca.
Após o homicídio, a suspeita teria decapitado o corpo e arrastado até o banheiro do imóvel. A cabeça foi colocada dentro de uma mochila, encontrada posteriormente por policiais militares que atenderam a ocorrência.
A cena indicava tentativa de ocultação de provas. Conforme os agentes, o chão da sala e o sofá haviam sido limpos, e a faca utilizada no crime também foi lavada. Apesar disso, os vestígios encontrados permitiram a reconstrução inicial da dinâmica do assassinato.
Comportamento após o crime chama atenção
Um dos pontos que mais chama a atenção dos investigadores é a atitude da mulher após o crime. Ela mesma entrou em contato com familiares, incluindo o ex-marido, pai de seus filhos, além da mãe e do irmão. Para comprovar o que havia feito, enviou fotos e vídeos do corpo da vítima. O ex-companheiro relatou que só acreditou na situação após receber as imagens.
Alegação de abuso é investigada
Em depoimento, a suspeita afirmou que matou o companheiro ao suspeitar que ele teria assediado seu filho mais novo, de apenas três anos. Segundo sua versão, ela fingiu estar dormindo quando percebeu o homem abrindo a fralda da criança e, nesse momento, reagiu com golpes de faca.
A investigação também aponta que a vítima teria tentado se defender, o que resultou em ferimentos na mão da mulher.
Apesar da alegação, a Polícia Civil trata a versão com cautela. O delegado responsável solicitou a conversão da prisão em flagrante para preventiva, destacando que, até o momento, não há elementos suficientes que comprovem uma situação de legítima defesa.
Contexto do crime
Testemunhas relataram que o casal havia passado a noite em um bar e retornado ao apartamento acompanhados de um amigo da mulher, que deixou o local cerca de uma hora e meia antes do crime. Há indícios de consumo de álcool e drogas antes do ocorrido.
No imóvel estavam os dois filhos da suspeita, de 3 e 6 anos, embora ainda não esteja confirmado se as crianças presenciaram a violência.
A mulher foi levada a uma unidade de saúde devido a ferimentos na mão e, em seguida, encaminhada à delegacia, onde permanece presa.
Investigação em andamento
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que a suspeita foi presa em flagrante por homicídio. O caso foi registrado como homicídio qualificado, além de fraude processual e ocultação de cadáver.
A Polícia Civil agora busca esclarecer a veracidade da denúncia de abuso, reconstituir a cronologia dos fatos e identificar se houve premeditação ou se o crime foi uma reação imediata diante de uma situação extrema.