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Divulgação
Uma operação policial revelou um cenário de terror psicológico que levou uma vítima a perder o emprego, contrair dívidas e viver sob constantes ameaças. O Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) deflagrou, nesta quinta-feira (26), uma ação para desarticular um esquema de fraudes eletrônicas na modalidade conhecida como “sextorsão”.
Ao todo, foram cumpridas seis medidas judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão, autorizadas pela Justiça. A investigação aponta que dois criminosos são responsáveis por extorquir uma única vítima, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 50 mil.
Segundo a Polícia Civil, o caso chama atenção pelo nível de violência psicológica empregado. Sob ameaças constantes, a vítima foi obrigada a pedir demissão de um emprego onde trabalhava há 11 anos, além de contrair diversos empréstimos bancários para atender às exigências financeiras dos suspeitos.
O esquema começava com o uso de técnicas de engenharia social. Os criminosos criavam perfis falsos em redes sociais para conquistar a confiança da vítima e induzi-la ao envio de fotos íntimas. Após obter o material, mudavam completamente de comportamento e iniciavam as ameaças.
Eles passaram a exigir transferências via PIX para não divulgar o conteúdo íntimo na internet ou enviá-lo a familiares e amigos da vítima. Os valores eram direcionados à conta de um comparsa, como forma de dificultar o rastreamento do dinheiro.
Ameaças e intimidação
Para aumentar o nível de medo, um dos investigados se apresentava como um criminoso perigoso, afirmando ser assassino e traficante mesmo estando preso. Entre as ameaças estavam promessas de matar familiares, incendiar a casa da vítima e divulgar montagens falsas associando-a a atividades criminosas.
Os suspeitos também alegavam ter invadido o celular da vítima, intensificando o pânico. Em alguns momentos, chegaram a adotar estratégias ainda mais elaboradas, como se passar por um “amigo” da vítima para aplicar uma nova extorsão e até simular sequestros de pessoas próximas, incluindo crianças, exigindo pagamentos de falsos resgates.
Orientações da polícia
Diante da gravidade do caso, a Polícia Civil do Piauí reforça algumas orientações para evitar esse tipo de crime:
- Evitar o compartilhamento de fotos íntimas com desconhecidos na internet;
- Desconfiar de perfis falsos ou de abordagens rápidas em redes sociais;
- Não realizar pagamentos sob ameaça;
- Procurar imediatamente a polícia ao perceber qualquer tentativa de extorsão;
- Guardar provas, como mensagens, comprovantes e perfis utilizados pelos criminosos.
A operação segue em andamento, e a polícia não descarta a possibilidade de outras vítimas. O caso continua sob investigação.