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Divulgação
O governo de Cuba rejeitou qualquer possibilidade de negociar seu sistema político ou a permanência do presidente Miguel Díaz-Canel durante conversas com os Estados Unidos. A posição foi reforçada nesta sexta-feira (20) pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, em meio a especulações sobre pressões de Washington para mudanças na liderança do país.
Em coletiva de imprensa, o diplomata foi categórico ao afirmar que nem o modelo político cubano nem cargos de autoridades estão em negociação. A declaração ocorre após reportagens internacionais apontarem que o governo do presidente Donald Trump estaria avaliando um acordo econômico que incluiria a saída de Díaz-Canel do poder.
Cuba confirmou recentemente que mantém conversas com os Estados Unidos, em um momento de forte crise econômica agravada por restrições no fornecimento de petróleo. Segundo autoridades cubanas, o país enfrenta dificuldades energéticas enquanto tenta manter o diálogo diplomático com Washington.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa norte-americana, a proposta dos EUA envolveria flexibilização de sanções comerciais em troca de mudanças políticas na ilha. Há ainda relatos de que o plano preservaria a influência da família Castro, incluindo Raúl Castro, que segue como figura relevante no cenário político.
Apesar das especulações, o governo cubano reforça que aceita discutir temas de interesse mútuo, como comércio e compensações financeiras históricas entre os dois países, mas sem qualquer interferência em sua soberania. Entre os pontos citados estão reivindicações de Cuba por danos causados pelo embargo econômico norte-americano e demandas de cidadãos dos EUA por propriedades nacionalizadas após a revolução de 1959.
As autoridades cubanas, no entanto, evitam detalhar como e onde ocorrem as negociações. O governo afirma apenas que os temas são complexos e exigem diálogo, mas deixa claro que qualquer acordo deverá respeitar a independência do país.