-
Governo Lula amplia subsídios e zera impostos para conter alta dos combustíveis
-
Bancada federal do Piauí protocola solicitação de Rafael Fonteles para zerar taxas sobre energia solar
-
Governo do Piauí lança pacto voltado à economia dos municípios na segunda, dia 6 de abril
-
Médico morre após colisão entre motocicletas na PI-110, em Piracuruca
-
Incêndio destrói ônibus escolares e assusta moradores em Picos
Divulgação
O governo federal anunciou nesta segunda-feira (6) um novo pacote de medidas para conter a alta nos preços dos combustíveis no Brasil, impactados pelo cenário internacional e pela guerra no Irã. As ações serão oficializadas por meio de decretos presidenciais, uma medida provisória e um projeto de lei, todos a serem assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O anúncio foi feito durante coletiva no Palácio do Planalto, com a participação de integrantes da equipe econômica e de infraestrutura do governo. As medidas terão validade inicial de dois meses, podendo ser prorrogadas pelo mesmo período.
Subsídios para diesel e biodiesel
Entre as principais ações está a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para o diesel importado, com custo dividido entre o governo federal e os estados. Cada parte arcará com R$ 0,60 por litro. Segundo o governo, 25 dos 27 estados já aderiram à proposta, enquanto os demais ainda negociam participação.
Outra novidade é a concessão de um subsídio adicional de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil. Além disso, um decreto prevê a isenção total de PIS/Cofins sobre o biodiesel, que representa cerca de 15% da composição do diesel vendido nos postos.
Essas medidas se somam ao subsídio de R$ 0,32 por litro anunciado anteriormente, ainda em março, como resposta inicial à alta do petróleo no mercado internacional.
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o preço médio do diesel no país chegou a R$ 7,45 por litro — o maior valor desde julho de 2022.
Gás de cozinha também terá subsídio
Para o gás liquefeito de petróleo (GLP), o chamado gás de cozinha, o governo vai instituir uma subvenção de R$ 850 por tonelada de produto importado. A medida busca equiparar o preço do GLP internacional ao nacional e reduzir os impactos no bolso do consumidor.
Apesar das ações, o governo reconhece que não há garantia de que os custos não sejam repassados ao consumidor final, mas espera que as empresas adotem mecanismos de suavização dos preços.
Impacto fiscal e controle de preços
Segundo o Ministério do Planejamento, as medidas não devem comprometer a meta fiscal de 2026, que prevê superávit primário de R$ 34,3 bilhões.
Além disso, o pacote inclui o reforço da fiscalização por parte da ANP e a proposta de criação de um novo tipo penal para punir aumentos abusivos de preços, com penas que podem variar de dois a cinco anos de prisão.
Medidas para o setor aéreo
No setor de aviação, o governo anunciou a isenção de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, o que deve gerar uma economia de R$ 0,07 por litro. Também serão disponibilizadas linhas de crédito de até R$ 9 bilhões por meio do BNDES para ajudar companhias aéreas na reestruturação financeira.
Outra medida é a prorrogação, até dezembro, do prazo para pagamento de tarifas de navegação aérea referentes aos meses de abril, maio e junho.
O pacote também prevê a criação de mecanismos para reduzir os impactos das oscilações internacionais nos preços dos combustíveis, exigindo que empresas beneficiadas adotem práticas de estabilização.