Política

Michelle Bolsonaro condiciona apoio a Flávio após pedido de desculpas e expõe crise familiar

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Um impasse familiar tem impactado diretamente os bastidores da corrida presidencial. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro só deve declarar apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto após uma retratação do senador por episódios passados.

A situação ocorre em meio à crescente pressão de aliados do presidenciável para que nomes influentes do PL reforcem a campanha. Entre os mais atuantes está Eduardo Bolsonaro, que chegou a fazer um apelo direto nas redes sociais para que eleitores deixem de apoiar candidatos que não estejam alinhados ao projeto político do irmão.

Embora o recado tenha sido direcionado principalmente ao deputado Nikolas Ferreira, nos bastidores a cobrança também atingiu outras figuras de peso do partido, incluindo a própria Michelle. Com forte presença digital, somando milhões de seguidores, ela ainda não utilizou suas redes para impulsionar a candidatura de Flávio, tampouco participou de eventos políticos ligados ao senador.

Considerada um importante ativo eleitoral, especialmente entre o público evangélico e feminino, Michelle tem adotado uma postura discreta em relação à disputa presidencial. Apesar disso, ela já manifestou apoio a outras candidaturas, como a da deputada Carol de Toni ao Senado, além de compartilhar conteúdos de aliados políticos, inclusive de nomes que não estão diretamente ligados à campanha de Flávio.

O distanciamento tem como pano de fundo desentendimentos familiares. Aliados da ex-primeira-dama lembram que ela foi alvo de críticas públicas do senador em dezembro do ano passado, quando foi chamada de “autoritária” e “constrangedora” após divergências políticas envolvendo alianças partidárias. Episódios como esse teriam desgastado a relação entre os dois.

Agora, interlocutores trabalham para promover uma reaproximação. A expectativa é de que um diálogo entre Michelle e Flávio resulte em um pedido de desculpas, abrindo caminho para uma união em torno da campanha.

Outro fator que pode influenciar nesse cenário é a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Pessoas próximas avaliam que um pedido direto dele para que Michelle apoie a candidatura do filho pode ser decisivo para amenizar a crise.

Enquanto isso, Michelle segue afastada das articulações políticas mais intensas, concentrando-se, segundo aliados, nos cuidados com a saúde do ex-presidente, que recentemente passou a cumprir regime domiciliar após agravamento de seu quadro clínico.