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Divulgação
Internado em um hospital na cidade de Kharkiv, na Ucrânia, o piauiense Ronaldo da Silva Ferreira, de 35 anos, segue em recuperação após desenvolver hipotermia durante uma missão no país. Natural de Pedro II, ele está hospitalizado desde a semana passada e passa por tratamento fisioterapêutico.
Segundo Ronaldo, o quadro de saúde evolui de forma positiva, e a expectativa é de alta nos próximos dias. “Já estou bem melhor, mas ainda estou hospitalizado. Acho que essa semana já tenho alta e posso voltar ao treinamento e, depois, para a missão”, relatou.
Mesmo internado, o piauiense afirmou que mantém contato frequente com a família no Brasil e permanece atento ao cenário do conflito. “Sempre que posso, converso com eles. Sempre que falo, pedem para eu voltar para o Brasil”, contou.
Ronaldo explicou que decidiu ir à Ucrânia para atuar diretamente no conflito contra a Rússia. Ele relatou que contraiu hipotermia há quatro dias após sair de uma missão em condições extremas. “Entrei em contato com água dentro de um túnel, molhei os pés e, quando saí, a temperatura estava em 11 graus negativos. Tive que sair às pressas, porque, se congelar os pés, em muitos casos só amputando”, disse.
Há cerca de três meses no país, ele destacou a gravidade da situação enfrentada por combatentes estrangeiros. Segundo Ronaldo, as baixas têm sido frequentes, incluindo brasileiros. Ele também mencionou episódios recentes envolvendo ataques com drones e ferimentos graves em combatentes de outras nacionalidades.
O piauiense contou ainda que a decisão de apoiar a Ucrânia surgiu a partir de contatos feitos em 2022, quando trabalhava em navios de cruzeiro e conheceu cidadãos ucranianos. “Eram pessoas boas, muito humildes. Quando a guerra começou, me senti na obrigação de vir ajudar”, afirmou.
Guerra entre Rússia e Ucrânia
O conflito entre Rússia e Ucrânia teve início em fevereiro de 2022, após uma invasão em larga escala do território ucraniano por forças russas. Entre os principais fatores apontados está a tentativa da Rússia de conter a aproximação da Ucrânia com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
O número de mortos permanece incerto, mas estimativas da imprensa internacional apontam para milhares de vítimas, além de severos impactos humanitários e econômicos. O conflito segue sem previsão de encerramento.